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Século Diário
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As Bandas de Congo
Congo das Paneleiras Goiabeiras - Vitória |
Congo Amores da Lua Vitória (fundadores) |
Barco Palermo Banda de Congo da Serra |
Congo de Máscaras Roda D'Água - Cariacica |
Oi, Rei Congo
Rei Congo é de Beira-Mar
Ole-le, le-lá
Rei Congo é de Beira-Mar
Cedo ainda, o sol botava suas palhetas de ouro fora do horizonte no mar sereno e João Capuchinho pelas ruas de Vitória acordava o povo da pacata cidade, que abria a janela para ver a banda de congo anunciando o entrudo e o Carnaval dos Pastinhas, da Flor da China e do Pierrot. Isso foi lá pelos idos do começo do século. Na Fonte Grande, na Capixaba, em Manguinhos, em Goiabeiras, na Serra, em Putiri, Muribeca, na Barra do Jucú até hoje ainda têm a puxada do mastro do glorioso São Benedito.
Os tambores, as cuicas e as casacas ou reco-reco, com as mulheres dançando na frente. É assim, até hoje, na maior festa dos serranos puxando o barco Palermo em longa corda pelo povaréu imenso cantando e dançando.
Povo que guarda as tradições de sua cultura alimentada pela fé e a esperança balançadas pelo modernismo desatinado, sem rumo e destino duvidoso, sem saber para onde será levado.
Os tambores continuarão a bater, a cantar e dançar, apesar das agruras da vida e dos sofrimentos.
O povo, porém, é imoral e sobreviverá guardando de memória suas singelas tradições.
Rei Congo foi pra guerra Ai meu Deus como será?
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