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Século Diário
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Jongo
Jongo de São Benedito São Mateus |
Jongo de São Benedito |
No terreiro formam roda e começa o batuque dos dois tambores e do candoqueiro, que é o menor.
Jongueiro entra na roda e tira o verso que é o refrão e a moçada segura o ponto:
Ó lambari tá pelejando
Pra subi a cachoeira
Ó lambari tá pelejando
Pra subi a cachoeira
Para desmanchar o ponto de jongueiros famosos como o Dr. Waldemar Mendes de Andrade, que foi tudo na vida, inclusive governador do Estado e desembargador, é preciso ser jongueiro de cabelos nas ventas e lhe pedir licença, porque ele dá nó em pingo d'água.
Jongo, Caxambu, Catambau, a partir do norte do Espírito Santo se embrenham pelo estado do Rio de Janeiro, e ninguém sabe até onde vão e quantas são as maneiras de dançar, de apresentar, de se enfeitar. O mestre Zacarias, de Cachoeiro de Itapemirim, foi o mais famoso.
São tantas as modalidades que ninguém ainda se meteu a gato mestre de juntar os pés com as orelhas para dizer o que é jongo por essas plagas, qual a influência da cultura afro que desafia quem a estude. Isso é coisa para Adelzira Madeira, folclorista nossa, dizer, pois ela é jongueira formada em Alegre, e Eunice da Viola com sua irmã Zezé Guaraná, de Aribiri, que sabem bater o tambor e dançar o jongo, e muita gente por aí.
Em São Mateus o mestre do melhor jongo daquelas bandas astuciou juntar a dança das fitas ao batido dos tambores e ao canto dos jongueiros, e todo mundo dançando em torno do pau vai trançando as fitas coloridas e depois destrançando e fica aquela beleza.
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