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Abril/2001 nº14


Capixabas de sucesso
Roberto Kautsky, capixaba de sucesso, descobridor de maravilhas
O massacre da praça
Em 1930, o Exército abriu fogo contra populares em um comício da Aliança Liberal, deixando marcas de sangue na história
O homem do marechal
Stenzel foi o escolhido da oposição para a dura missão de acabar com o jogo no ES. O jogo acabou, e com isso seu prestígio político cresceu
Perfil humano e profissional
Apesar de ter perdido a família e o dinheiro, Érico Hanschaild jamais se separa de sua querida Leica, a câmera fotográfica que carrega há 54 anos
As cidades e sua gente
Linhares: Uma explosão
de emoções
O primeiro genocídio indígena
Maciel de Aguiar conta como os sonhos de liberdade de sua juventude o levaram a montar O Guarani, com a participação de índios da comunidade
Novo horizonte
O Espírito Santo já teve o segundo maior prostíbulo do Brasil, em Carapebus, que hoje abriga gente humilde e religiosa
Esporte por esporte
As histórias de Tarzan e do Rio Branco se confundem.





  LIVRE PENSAR - Jace Theodoro

Divãs de carteira assinada

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Lacanianos e freudianos estão à beira de um surto coletivo. Tudo por conta de um grupo de psicanalistas evangélicos que unem psicanálise com religião e tentam aprovar no Congresso um projeto que regulamenta a atividade no país. Não contentes em estar em alta no mercado, os pastores-psis agora querem dar alta e cumprir a máxima de São Francisco de Assis, a do
"é dando que se recebe". Projeções e transferências têm sido o assunto predileto dos fiéis analisandos, inclusive o meu que entendo de transferência como ninguém, sobretudo entre contas-corrente. O lobby do divã periga, como convém, deitar e rolar nas galerias da Câmara e, se o projeto passar por uma análise demorada, os deputados-cabeça são capazes de "matar a mãe" – espera-se que seja só no sentido freudiano da expressão. Sem mais, despeço-me, porque uma analista lacaniana acaba de avisar que o meu tempo acabou.

Três rapidinhas

1- A matriz da Xerox não andou causando boa impressão. Tudo indica que as cópias são bem melhores.

2- Alguns senadores da República já arrumaram uma nova profissão para quando largarem o osso: a de sonegadores. Eles só negam tudo.

3- De Scheila Carvalho, a morena do Tchan: "Estou louca para perpetuar a espécie". A extinção da raça está mais perto do que se imagina.

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Água pelo ladrão

Com a instalação da unidade da Petrobras no campus da Ufes, o parque aquático da universidade pode ganhar finalmente uma reforma completa bancada pela empresa. Nadadores e mergulhadores temem apenas que a piscina afunde antes deles.

Entra e sai

O presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, depois de um mergulho no self, andou reclamando que o Espírito Santo "precisa sair de dentro de si". Sair a gente sai, desde que não seja pra entrar no eucalipto de ninguém.

A lígua pela pátria

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Vem aí uma lei que proíbe os estrangeirismos na Língua Portuguesa. O colunista enviou e-mail (dois, para ser bem preciso) ao deputado Aldo Rebelo, autor do projeto, mas não obteve resposta. Vai ver porque era e-mail, via on line e mouse pro Aldo só o Mickey. Inglês demais para o nobre deputado, que só deve responder a cartas garranchadas à mão em envelopes de beirolas verde-amarelas. Aqui na revista, nomes como Bilich, Stenka e Chiabai estão na lista negra dos impronunciáveis e vão ser obrigados a virar um Pereira ou Almeida qualquer ou então passar uma gilete nas consoantes. "Nós cortamos os pulsos mas o ceagá jamais", indignaram-se a Bilich e a Chiabai. Já o príncipe aqui resistiu o que pôde mas vai ter de arrancar o h do Theodoro para desfazer o it (perdão, ó excelência!) inglês do meu nome com raízes em ElizabeTH, a rainha. E volto consternado para os braços da plebe ignara. O único que passará na malha fina da nova lei será o big boss (deixa eu abusar da pronúncia macarrônica antes que proíbam), Rogério Medeiros, cujo nome tem tantas vogais que ninguém ousaria mexer nessa certidão de nacionalismo – oh, yes! Aldo Rebelo prova com este projeto que Caetano tinha razão quando cantava que a língua é nossa pátria, desde que não seja, como na canção, pra roçar a minha língua na de Luiz de Camões. Vai que o bardo português ressuscite e goste?

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Defuntos no prumo

Os versos do velho samba que dizia "tudo termina com terra por cima e na horizontal" estão com os dias contados. Em Cariacica, tem gente querendo construir um cemitério vertical que colocará os esqueletos em pé para economizar espaço. Agora, o terno de madeira vai ter de levantar do sono eterno e se equilibrar sobre a verticalidade derradeira. Se as varizes deixarem, os defuntos prometem até fazer o quatro... mas ficar de, jamais

Digital nova

Sudam e Sudene mudarão de nome. Passarão a se chamar SUJOU - Superintendência da Sujeira Oficial da União.

 

 

Dois pontos:

Está lá no expediente: SÉCULO responde pelo que publica. Mas vamos combinar que eu só respondo se puder pedir ajuda aos universitários.

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