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Junho/2001 nº16


Esporte por esporte
Álvaro José Silva conta histórias dos 79 anos de vida de Nilo Etienne Duarte, dos quais 60 foram dedicados ao esporte e principalmente à sua maior paixão, o futsal
A praça é nossa
Um pequeno beco e um barzinho em Cachoeiro acabaram ficando conhecidos como Praça Vermelha, reduto histórico de liberdade para debates políticos
Agricultura capixaba
Negros de Ibiraçu
Há um século, um grupo de negros enfrentou os desafios da mata densa e subiu a montanha para fundar, em Ibiraçu, uma comunidade onde, isolados e vivendo da terra, encontram no congo sua mais importante expressão cultural
As cidades e sua gente
Há vários motivos para justificar o nome de Alegre. A beleza da região,
a vida universitária, o maior festival de música do Estado, e agora o título de campeã no futebol são alguns deles
Capixabas de sucesso
Rommel Rubin Dias investe toda a sua jovialidade na produção do maior carnaval fora de época do país, o Vital, que traz para a cidade 500 mil turistas todos os anos





  REPORTAGENS

Esporte por esporte

Álvaro José Silva conta histórias dos 79 anos de vida de Nilo Etienne Duarte, dos quais 60 foram dedicados ao esporte e principalmente à sua maior paixão, o futsal

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Agricultura capixaba

A praça é nossa

Um pequeno beco e um barzinho em Cachoeiro acabaram ficando conhecidos como Praça Vermelha, reduto histórico de liberdade para debates políticos

As cidades e sua gente

Há vários motivos para justificar o nome de Alegre. A beleza da região,
a vida universitária, o maior festival de música do Estado, e agora o título de campeã no futebol são alguns deles

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Negros de Ibiraçu

Há um século, um grupo de negros enfrentou os desafios da mata densa e subiu a montanha para fundar, em Ibiraçu, uma comunidade onde, isolados e vivendo da terra, encontram no congo sua mais importante expressão cultural

Capixabas de sucesso

Rommel Rubin Dias investe toda a sua jovialidade na produção do maior carnaval fora de época do país, o Vital, que traz para a cidade 500 mil turistas todos os anos

  SEÇÕES

De história e folclore - Renato Pacheco

Palavra de mulher - Jeanne Bilich

Fatos e lendas do sertão - Adilson Vilaça

Mídia na mira - Silvia Chiabai

Livre pensar - Jace Theodoro

Crônica - Tavares Dias

  DO EDITOR

Milagres: causa e efeito

ilagre é um efeito sem causa – dizia aquele famoso economista ligado ao sistema vigente à época do chamado milagre econômico brasileiro, lá pelos idos de 70. O que ele pretendia com a frase, de inegável efeito, era desmentir o fato, muito divulgado naquela ocasião, de que a economia do país estava crescendo a taxas altíssimas à custa de muito sacrifício da população, submetida a um inexorável processo de empobrecimento. Primeiro, acentuava o mago da nossa economia, era preciso fazer o bolo crescer, para só então distribuí-lo. Não havia milagre, portanto; tudo era fruto de planejamento.

Que dizer, então, do milagre que estamos testemunhando em nossa agricultura? Não há planejamento, no sentido estrito e mais abrangente do termo, pois faltam recursos e pessoal capacitado e em número razoável para executar a tarefa a contento. E os investimentos são de pouca monta, se comparados às necessidades do setor. Entretanto, somos os maiores exportadores de mamão, estamos em segundo lugar como produtores de café arábica, em primeiro de café conilon, figuramos como pioneiros em pesquisas sobre agricultura orgânica, ostentamos os títulos de maiores produtores de coco anão verde e ocupamos a quarta colocação em pesquisa agropecuária.

São títulos que podem ser chamados de milagrosos, como os classifica a repórter Fernanda Couzemenco, de SÉCULO, em mais um daqueles exaustivos e profundos trabalhos de campo que ela vem realizando para a revista no setor agrícola. Mas a quem se deve atribuir tal milagre? Certamente, não a nenhuma força divina. É do empenho de pesquisadores (poucos), com nível técnico, graduados (alguns com doutorado) e, especialmente, produtores rurais (também pesquisadores, a seu modo) que surgem esses resultados, revolucionando a agricultura, a economia e, de certa forma, a vida de todos nós – responde a jornalista.

Com a permissão do economista lá de cima (hoje um tanto por baixo, por não ter implementado a distribuição de renda prometida), podemos assegurar que o milagre da agricultura capixaba tem causa, sim. Está localizada na cabeça e nas mãos desses homens e dessas mulheres que não desanimam diante da adversidade. Gente que, apenas com esforço e tenacidade, coloca a agricultura como a terceira atividade econômica do Estado, responsável por 15% da receita e pela geração de 800 mil empregos diretos.

O esforço capixaba pelo desenvolvimento da agricultura orgânica está prometendo um novo milagre para breve. Se não propriamente um milagre, pelo menos uma autêntica revolução, como prefere a nossa repórter. Isso vai acontecer quando o Espírito Santo anunciar ao mundo o surgimento em sua lavoura do primeiro grão de café orgânico.

Será, esperamos, o passo inicial de um tempo em que não teremos mais de consumir alimentos impregnados do veneno dos agrotóxicos.

Um novo milagre da vida.

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