logo_revista.GIF (4482 bytes)

Principal | Século Diário | Arquivo | Expediente | Cartas  

capa.jpg (3928 bytes)

Junho/2001 nº16


Esporte por esporte
Álvaro José Silva conta histórias dos 79 anos de vida de Nilo Etienne Duarte, dos quais 60 foram dedicados ao esporte e principalmente à sua maior paixão, o futsal
A praça é nossa
Um pequeno beco e um barzinho em Cachoeiro acabaram ficando conhecidos como Praça Vermelha, reduto histórico de liberdade para debates políticos
Agricultura capixaba
Negros de Ibiraçu
Há um século, um grupo de negros enfrentou os desafios da mata densa e subiu a montanha para fundar, em Ibiraçu, uma comunidade onde, isolados e vivendo da terra, encontram no congo sua mais importante expressão cultural
As cidades e sua gente
Há vários motivos para justificar o nome de Alegre. A beleza da região,
a vida universitária, o maior festival de música do Estado, e agora o título de campeã no futebol são alguns deles
Capixabas de sucesso
Rommel Rubin Dias investe toda a sua jovialidade na produção do maior carnaval fora de época do país, o Vital, que traz para a cidade 500 mil turistas todos os anos





cartas.jpg (3649 bytes)
O último texto de Solon Borges

No dia 22 de março último, a apenas duas horas de seu falecimento e depois de ler em SÉCULO de dezembro reportagem de Rogério Medeiros sobre sua trajetória política e profissional, o ex-deputado e radialista Solon Borges animou-se novamente a escrever e dirigiu à Redação a carta que abaixo vai publicada na íntegra. Em seguida, Solon Borges iniciava o que ele próprio chamara na carta de "caminhada final".

Ao final da entrevista que concedeu a Rogério Medeiros, Solon Borges falou de sua intenção de publicar, em breve, um livro contando a sua experiência com Cristo, "mas muito descrente com seu coração, achando que ele anda na hora de lhe pregar uma grande peça".

E foi o que aconteceu realmente. Cercado de honras e homenagens por parte de familiares, amigos, admiradores e gente simples do povo, Solon foi sepultado em meio a discursos que enalteciam suas qualidades de homem público e religioso. Perdeu o Espírito Santo um político que soube exercer mandatos eletivos com dignidade e ética; perdeu o povo simples e humilde um guia espiritual; perdemos nós, seus amigos, um companheiro leal e sincero.

Eis a emocionada carta que Solon Borges escreveu de próprio punho ao diretor de SÉCULO, seu amigo Rogério Medeiros:

"Meu filho, Solon Júnior, trouxe-me, semana passada, alguns exemplares da bonita e bem elaborada revista SÉCULO (Ano I, nº 10, dezembro de 2000). Moderna, artisticamente ilustrada, impressionante, leve, agradável e convincente.

Li-a toda, inclusive as promoções, da primeira à última página. Parabéns.

Seu trabalho é digno do Espírito Santo. É prezeroso contactá-lo, lê-lo, reanimá-lo.

Quanto ao Orador das multidões, tocou fundo minha sensibilidade, aumentando a minha convicção de que os verdadeiros jornalistas, apesar de raros, ainda existem. Fotografam com mestria e fidelidade os fatos que transmitem aos seus leitores.

Nas minhas campanhas, analisava a situação e oferecia ao povo as verdades nuas e cruas, nunca em menos de uma hora de oratória, sem citações de nomes nem insinuações deprimentes.

Você publicou a verdade – aliás, uma constante sua.

Sim, minhas campanhas foram paupérrimas, mas ricamente ornamentadas de ardor patriótico, cristão e democrático. Olhava nos olhos dos presentes e me dirigia diretamente aos seus corações e suas consciências, certo das acolhidas carinhosas, porque, logicamente, nem adversários ou inimigos gratuitos se atreveriam, publicamente, a desmentir-me.

A Igreja não oficializou o meu nome. Raríssimos foram os sacerdotes que me apoiaram. Aqueles que o fizeram agiram a moto próprio, por convencimento pessoal. Como pregava o Cristo bíblico, muitos evangélicos me ajudaram, espontaneamente. A classe média e os trabalhadores foram o meu forte. A oratória foi minha única arma. A sinceridade que extravasava, minha força magnética. Lutei por princípios, não abri exceções em nenhum momento e por nenhuma razão subalterna. Autenticamente humilde, fui, sou e serei "isso" de corpo, alma e fala.

A sua honrosa visita, Rogério, lá no alto da montanha, onde me recolho, reavivou lembranças dos meus planos pelo Estado, pelo país e pelo mundo que a perda vocal feneceu. Quero, no entanto, antes da caminhada final, minimizar os grandes males sofridos e frustração operacional com a publicação de algumas mensagens que julgo agradáveis ao Pai Eterno e benéficas aos seres humanos e a toda a criação.

Do seu irmão menor,

Solon Borges

Emoção e alegria

Utilizo-me da presente, primeiramente, para dizer da minha emoção e alegria, ao ver minha carta publicada nesta importante revista. Muito obrigado pela atenção.

Seguidamente, quero dizer que desejo fazer minha assinatura da revista SÉCULO, para continuar recebendo esta maravilhosa publicação, que divulga as coisas boas do meu Estado. Aproveito a oportunidade para sugerir uma reportagem na cidade de Alegre, contando como foi sua origem, até os dias de hoje. Seria possível?

Adorei a reportagem com o dr. Dirceu Cardoso. Ele é um exemplo de vida. Os políticos do nosso país devem seguir-lhe os passos de homem honesto e digno.

Também quero parabenizá-los pela excelente revista. É completa e envolve vários temas, todos muito bons. Ler a revista SÉCULO tornou-se um vício para mim, um delicioso vício. Eu adoro, foi um presente maravilhoso que ganhei. Desejo sucesso para todos. Recebam um abraço fraterno deste capixaba ausente.

Um dia voltarei a morar no Espírito Santo, se Deus quiser.

Milton Batista Pôrto

Prezado Milton: como você mesmo pode constatar, sua sugestão foi aprovada e a cidade de Alegre é destaque nesta edição de SÉCULO. Continuamos
abertos a sugestões – e críticas também, é claro.

SéculODiário

Sr. editor: estou escrevendo para dizer que adorei a reportagem PTB, um partido que nasceu conservador, não simplesmente por ser neto de Argilano Dario, que por sinal está tão esquecido nos dias atuais, seja na memória dos capixabas que tanto amava, ou pelos meios de comunicação, que teriam de fazer dos exemplos passados uma prerrogativa, para que nas crenças remotas ao meio político da atualidade se resgate a credibilidade.

Precisamos ainda fazer com que se diferencie a esquerda (que como sabemos é um mecanismo de grande importância para qualquer processo democrático) dos agrupamentos políticos da atualidade, que fazem da incondicionalidade do poder uma ferramenta de descrédito onde vale tudo, para alcançar o objeto – Estado – que é de responsabilidade da sociedade, mas para alguns é somente poder. Sendo assim, afirmo que é das boas lembranças que tiramos referências positivas, tão esquecidas e que precisam ser lembradas, seja nas informações históricas, como essa, ou nas realizações concretas e de boa fé dos poucos homens públicos que ainda permanecem, como exemplo o nosso governador José Ignácio.

Aproveito para parabenizá-los pelas matérias veiculadas em SéculODiário. E dizer ainda que gosto muito da postura dessa editora, já que as verdades são práticas tão evidentes, preservando assim a ética do meio de informação. E falo como estudante de Comunicação Social. Tenho que tirar dos preceitos da justiça e da bondade a definição conceitual da imparcialidade e da verdade, esquecidas muitas vezes por alguns, por terem tendências políticas ou comprometimento com o sustento de seu capital privado.

Fico feliz, pois se hoje participo da política, como ele o fez, mesmo sendo do PSDB e neto de um peemedebista autêntico, acredito na política e sei que é na conscientização dos jovens de hoje que construiremos uma nação forte e preparada para administrar, legislar e julgar com responsabilidade o nosso amanhã.

Alesandro C. Potiguara

De história e folclore | Fatos e lendas do sertão | Mídia na mira | Conversa de mulher Livre pensar | Crônica | Principal | Arquivo | Expediente | Cartas