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Junho/2001 nº16


Esporte por esporte
Álvaro José Silva conta histórias dos 79 anos de vida de Nilo Etienne Duarte, dos quais 60 foram dedicados ao esporte e principalmente à sua maior paixão, o futsal
A praça é nossa
Um pequeno beco e um barzinho em Cachoeiro acabaram ficando conhecidos como Praça Vermelha, reduto histórico de liberdade para debates políticos
Agricultura capixaba
Negros de Ibiraçu
Há um século, um grupo de negros enfrentou os desafios da mata densa e subiu a montanha para fundar, em Ibiraçu, uma comunidade onde, isolados e vivendo da terra, encontram no congo sua mais importante expressão cultural
As cidades e sua gente
Há vários motivos para justificar o nome de Alegre. A beleza da região,
a vida universitária, o maior festival de música do Estado, e agora o título de campeã no futebol são alguns deles
Capixabas de sucesso
Rommel Rubin Dias investe toda a sua jovialidade na produção do maior carnaval fora de época do país, o Vital, que traz para a cidade 500 mil turistas todos os anos





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  mídia na mira - Sílvia Chiabai

Cromáticas

Exuberante a foto de Gildo Loyola na matéria De Porto Seguro à Barra em um caiaque (6/5), com o texto sempre preciso de Peter Falcão. A cores e centralizada em quatro colunas, até o que deveria ser defeito de uma imagem digital, embaçando um pouco na ampliação, acabou surgindo como esboço impressionista. Ao abrir a página, tem-se a noção que o azul do mar está entrando pela janela dos olhos. Evidência do ecletismo do estilo formal de A Gazeta, que comporta experimentações deste tipo, (de Leonel Ximenes), no esporte e no Caderno 2. No Brasil, o parque gráfico do Estadão é o que parece reproduzir fotos melhor que os concorrentes.

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Cromáticas II
Aliás, não se entende por que os jornais locais não usam a cor nos quadrinhos. Na imprensa nacional, a página de lazer é quase sempre plenamente colorida.

Barriga

Ricardo Boechat, um dos melhores colunistas de sua geração, acertou em não acolher a fofoca internauta sobre a separação de Ronaldinho. A equipe do Terra errou ao não procurar ouvir os dois lados da história, e agora o atleta quer indenização milionária por danos morais. Lembra a separação de Chico Buarque, pré-anunciada pela imprensa e que acabou acontecendo mesmo, apesar de o casal obter ganho de causa contra quem publicou a notícia como fato consumado. Numa época em que a velocidade é o principal suporte da informação, a revista "Contigo" apressou-se a divulgar a história sem ouvir lado algum.

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Mistério

A mídia deveria descobrir um mister M para cada uma das profissões, investigando os macetes, por exemplo, de políticos, médicos, engenheiros e – por que não? - jornalistas. O Congresso com suas CPIs acaba desvendando escândalos como o do B.O. que corre entre os farmacêuticos: "bom pra otário".

Indigestão

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O lobby das indústrias do leite é tão poderoso que a mídia claudica ao divulgar as pesquisas comprovando que o produto não é mais necessário na vida adulta. No Globo Repórter sobre alimentação, foi necessário apenas um minuto para a informação de que leite envelhece. A nutricionista Sônia Hirsch vai mais longe: em seu livro Só para mulheres, adverte: "o consumo freqüente de leite de vaca e seus derivados está cada vez mais associado a asma, urticária, rinite e alergias em geral, artrite, inflamação intestinal, problemas renais, diabetes e câncer, especialmente de pâncreas, pulmões e ovários. A questão é que a proteína do leite, dificílima de ingerir, sobrecarrega o sistema imunológico e inflama amígdalas e adenóides, dá sinusite, catarros, resfriados constantes, gases e prisão de ventre. Para piorar, essa proteína – destinada a construir chifres, pêlo e rabo num animal de meia tonelada - chega à nossa mesa acompanhada de uma quantidade absurda de hormônios e antibióticos que as pobres vacas tomam para dar mais leite e não ficarem doentes". Antes apontado como alívio de gastrite, o leite hoje é considerado seu pior inimigo. Mas a mídia emudece. Quem quer contrariar as poderosas multinacionais dos produtos lácteos? Menos mal que aqui a indústria não consiga fazer a campanha que faz nos Estados Unidos, contratando artistas de cinema para posar com o "bigodinho" branco que o leite deixa ao ser ingerido.

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Dublagem

Ainda está por ser escrita uma sociologia dos palavrões. Talvez com isso os nossos tradutores traidores comecem a respeitar, nas dublagens, o linguajar chulo e obsceno que faz um "shit" virar "droga", e um "fuck you" por "dane-se". Os textos para televisão também evitam agredir os ouvidos dos moralistas: mesmo os programas humorísticos não têm autoridade para adotar o linguajar popular. Daí o prazer em ver programas como o Gordo a Go Go, com João Gordo, na MTV, e das conversas de um técnico tentando corrigir um time. Censuram a mídia, mas não podem censurar a vida.

Novidade

O programa Em movimento (sábado, 11h55) estreou na TV Gazeta num estilo que mistura MTV e Globo Esporte. São 20 minutos de reportagens destinada ao público adolescente, com muito ritmo e animação, além de um trabalho de edição (Suely Lievori e Teresa Abaurre) que sacode os formatos tradicionais da emissora, até agora restrito a linguagem tradicional jornalística. Resta saber se conseguirá se impor na grade feroz que a Globo impõe às afiliadas.

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