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Maio/2001 nº15


Esporte por esporte
Álvaro José Silva conta histórias dos 79 anos de vida de Nilo Etienne Duarte, dos quais 60 foram dedicados ao esporte e principalmente à sua maior paixão, o futsal
A praça é nossa
Um pequeno beco e um barzinho em Cachoeiro acabaram ficando conhecidos como Praça Vermelha, reduto histórico de liberdade para debates políticos
Agricultura capixaba
Negros de Ibiraçu
Há um século, um grupo de negros enfrentou os desafios da mata densa e subiu a montanha para fundar, em Ibiraçu, uma comunidade onde, isolados e vivendo da terra, encontram no congo sua mais importante expressão cultural
As cidades e sua gente
Há vários motivos para justificar o nome de Alegre. A beleza da região,
a vida universitária, o maior festival de música do Estado, e agora o título de campeã no futebol são alguns deles
Capixabas de sucesso
Rommel Rubin Dias investe toda a sua jovialidade na produção do maior carnaval fora de época do país, o Vital, que traz para a cidade 500 mil turistas todos os anos





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  de história e folclore - Renato Pacheco

A caravana capixaba

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Em maio de 1936 a Estrada de Ferro Vitória a Minas, em convênio com a Central do Brasil, completou a ligação Vitória a Belo Horizonte. A Associação Comercial de Vitória, animada com as perspectivas comerciais do evento, através de seu presidente, sr. Oswald Guimarães, logo organizou uma caravana para entrar em entendimento com os colegas mineiros.

Pelo pitoresco, e por falta de registro em outra fonte, transcrevo o percurso feito.

No dia 19 de maio, terça-feira, às 6h da manhã, houve a partida da Estação de Pedro Nolasco. Almoço em Colatina às 11h. Chegada a Figueira do Rio Doce (Hoje Governador Valadares) às 18h. Pernoite.

No dia 20 de maio, partida de Figueira, às 6h20. Almoço em Callado às 15h30. Pernoite.

21 de maio – Partida de São José de Lagoa, às 6h50. Chegada a Belo Horizonte às 15h20.

Os caravaneiros ficaram na bela capital mineira três dias.

A volta teve como variação uma ida a Itabira, pelo ramal de EFVM, com visitas pela cidade, que ainda não era grande centro do minério de ferro. No terceiro dia, 27 de maio, como na ida, com almoço em Aimorés, os visitantes chegaram a Vitória às 18h.

Os efeitos econômicos de tão longa viagem não foram muito visíveis, ainda mais que três anos depois começou a 2ª Guerra Mundial, com racionamento de quase tudo, e mudança da vocação da ferrovia, para priorizar o transporte do minério de ferro, com a criação da Companhia Vale do Rio Doce, em 1942, e a reforma total da linha, pela companhia canadense Raymond Norrison Knundsen.

Faz uns três anos a linha Vitória – Belo Horizonte foi restabelecida, e até hoje, aproveitando os carros com ar refrigerado, e a beleza do vale que se descortina durante o dia, ainda estou sonhando em reunir um grupo de amigos para fazer esta viagem, comemorando agora a primeira que foi feita nos idos de maio de 1936.

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