Vitória - ES- ANO II - Nº 24 - Fevereiro - 2002
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Fatos e Lendas do Sertão
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R-E-P-O-R-T-A-G-E-N-S
:.No rastro do mamão :.O JK do Cricaré

De forma lenta e gradual, embora ainda um pouco insegura, a economia capixaba vai aos poucos se libertando de sua histórica dependência dos oficiais para buscar caminhos próprios rumo ao progresso, seguindo a trilha dos Caliman e do seu mamão papaya.
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Para muitos, ele foi o maior governante da história do Espírito Santo, uma espécie de JK capixaba – um homem que antevia o futuro.Se vivo fosse, Jones dos Santos Neves teria completando 100 anos no último dia 29 de dezembro

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:.As cidades e sua gente

Lendas e passagens românticas permeiam a história de Conceição da Barra. Um lugar de gente e paisagens bonitas. Gente que ama o lugar e propaga, com orgulho, que ele nasceu de um beijo entre as águas do Atlântico e do Cricaré.

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:. Contradição humana

Um anônimo de famas voadas. Assim Adilson Vilaça qualifica Pedro Gonçalves, nome – aliás, apelido – de um sábio que vivenciou e hoje recorda as grandes acontecências históricas da região onde é famoso, o noroeste capixaba
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:.Esporte por esporte

Por amor, ele deu tudo o que podia a seu clube de coração, o outrora glorioso Santo Antônio Futebol Clube. Rubens Gomes, um desportista na verdadeira acepção da palavra, figura hoje na galeria de honra do nosso esporte
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:. Capixaba de sucesso

Lucas Izoton, o criador da Cobra D’água, é um homem apressado. Acha que tem muito ainda a fazer. O sucesso, uma constante em sua vida, não o impede de pensar na morte: quer ser cremado e ter suas cinzas espalhadas por Vila Velha
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:.O mar como testemunha

Mais que um cartão postal, o Penedo é um marco histórico. Registra, segundo o prof. Aziz Ab’Saber, as alterações ocorridas nas marés ao longo dos últimos 22,5 mil anos. Estão lá para quem quiser ver as marcas dessas mudanças

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ARTIGO: A ousadia da mudança - João Luiz de Menezes Tovar
Em artigo exclusivo para SÉCULO, o secretário de Estado da Fazenda, João Luiz Tovar, critica “a inércia de procedimentos que só fazem perpetuar o status quo”. E entra de sola na questão: “há que se ousar para adotar medidas que de fato estejam comprometidas com resultados e que possam ser aprovadas pela sociedade”.
Leia o artigo de Tovar nas páginas seguintes

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  DO EDITOR

Um clamor por mudanças já

Para sair do marasmo e da mesmice dos subsídios, da proteção e do amparo estatatais – do atraso, enfim, baseado no extrativismo –, a economia capixaba só tem uma saída: mudar. É mudar ou... mudar, como preconiza o secretário de Fazenda do Estado, João Luiz Tovar, em artigo esclusivo para SÉCULO. E é o que constatam dois experientes repórteres de Economia de nossa equipe – o gaúcho Geraldo Hasse e a capixaba Lena Azevedo.
Com a experiência de vários anos de atividade profissional em nosso Estado, Hasse evoca o pioneirismo dos Caliman no cultivo e na comercialização de mamão papaya – um marco de sucesso reconhecido nos principais mercados do País e do exterior – para demonstrar que a ousadia é o caminho da mudança. Um caminho que Tovar, contra a resistência dos acomodados e viciados na cobertura do manto estatal, vem buscando trilhar em sua gestão à frente das finanças do Estado. Reduzir o tamanho do Estado às dimensões que a sociedade aceita e absorve – eis a meta dessa política de ousadia e mudança defendida pelo secretário.
Objetivando aquilatar o valor e a viabilidade desse propósito, Lena foi a campo e pesquisou alguns dos mais importantes segmentos da economia capixaba. Constatou que o exemplo dos Caliman não caiu no vazio e hoje inspira alguns dos empreendimentos mais bem-sucedidos, tanto na indústria quanto no comércio do Estado.
Mudanças de mentalidade e um notável esforço na busca de ações coordenadas já se fazem notar em alguns setores, como nos de movelaria, metal-mecânico, confecções, fruticultura, mármore e granito. Economistas que se debruçam sobre a questão, entretanto, ainda não vêem luz no fim do túnel. Para Orlando Caliman, por exemplo, falta ao Espírito Santo um planejamento de futuro que amarre todos esses projetos em termos de infra-estrutura.
Falta mais. Falta identidade do empresariado com a realidade capixaba, defende Hasse. E ele indaga: não seria o caso de se pensar numa estratégia em favor de um genuíno desenvolvimento econômico com raízes capixabas?
Sim, concorda Lena. Mas uma resposta objetiva e concreta só pode ser dada pelos nossos empresários. A palavra, portanto, está com eles.


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Fevereiro /2001 - Nº24

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