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Sábado, 31 Outubro 2020

Estudantes da Ufes ocupam Fundação e Rádio Universitária

Estudantes da Ufes ocupam Fundação e Rádio Universitária

Os estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) ocuparam na manhã desta sexta-feira a Fundação Ceciliano Abel de Almeida (FCAA), órgão de apoio à universidade. No início da tarde, o grupo ocupou a Rádio Universitária, que funciona no mesmo prédio. Após se apropriarem do comando da Rádio, os manifestantes colocaram no ar uma programação própria, com informes da greve alternado com músicas. 

Às 15h, a energia do local foi cortada, interrompendo a "programação pirata”. A ocupação continuou contando também com o apoio e a presença de professores e técnicos da universidade.
 
A principal pauta da manifestação foi a aprovação, de forma atropelada e sem discussão com a comunidade acadêmica, da entrada do Hospital Universitário da Ufes (Hucam) na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada pelo governo federal para gerir os hospitais universitários de todo o País. 
 
Também estão nas reivindicações a criação de moradia estudantil nos quatro campi da Ufes, reajuste e reestruturação do sistema de bolsas, melhorias na infraestrutura na creche e a liberação retroativa do auxílio-alimentação enquanto durar a greve.
 
A Ebserh é um claro exemplo da privatização e fechamento de portas dos hospitais à população. Com a sua implementação, parte dos leitos seria destinada à iniciativa privada, por meio de planos de saúde, passando a funcionar com um quantitativo menor de pacientes do serviço público. Além disso, a contratação de pessoal passa a ser feita por contrato e não mais por concurso público e o hospital passa a ser gerido por uma fundação de apoio.
 
Segundo Vitor César Noronha, do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Ufes, o ato na fundação foi uma forma de mostrar como o Hucam pode ficar se realmente entrar na empresa. “A FCAA é onde está centralizada a administração dos cursos pagos, onde está concentrada a corrupção e o clientelismo dessa universidade”, criticou. Além disso, o movimento exige que a reitoria negocie com os grevistas e apresente propostas concretas. “Já é hora da administração sair da intransigência e da inércia em que se encontra e se abrir ao diálogo com a comunidade universitária”, concluiu Noronha.

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Comentários: 2

fernando alves ambrosio em Segunda, 01 Junho 2020 14:37

Quanta conversa fiada!?

Quanta conversa fiada!?
Renato em Segunda, 10 Agosto 2020 09:43

Invadir locais p impor pautas,isso é terrorismo, digno de cadeia!
Essa universidade precisa urgentemente ser libertada dessas pessoas; está tomada por interesses tribais; não aceitam o contraditório e calam os pensamentos diversos. Democracia zero nesses ambientes tóxicos!

Invadir locais p impor pautas,isso é terrorismo, digno de cadeia! Essa universidade precisa urgentemente ser libertada dessas pessoas; está tomada por interesses tribais; não aceitam o contraditório e calam os pensamentos diversos. Democracia zero nesses ambientes tóxicos!
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Domingo, 01 Novembro 2020

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