Quinta, 26 Mai 2022

Funcionários de empresa que presta serviço de limpeza ao Estado entram em greve

trabalhadores_da_limpeza_FotoDivulgao Divulgação

Trabalhadores do asseio e conservação que trabalham no Hospital Estadual de Vila Velha, em São Torquato; e na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis), em Cariacica Sede; começaram uma greve na manhã desta quinta-feira (12). Eles prestam serviço para o Governo do Estado por meio de uma empresa terceirizada, a GVM. A motivação são os constantes atrasos no pagamento, o não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e o não pagamento do auxílio creche, previsto na Convenção Coletiva.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Espírito Santo (Sindilimpe/ES), Evani dos Santos Reis, informa que a empresa vem atrasando pagamento desde janeiro. O valor deve ser depositado na conta dos trabalhadores até o quinto dia útil, mas isso tem sido feito por volta do dia 15 de cada mês. "E só paga porque o sindicato fica cobrando. Queremos que o trabalhador seja tratado com respeito e dignidade. O que reivindicamos é que recebam em dia, para que possam pagar as contas em dia", aponta Evani.

Ela explica que o auxílio creche deve ser pago até o filho do funcionário completar 10 meses e que o FGTS não vem sendo recolhido há três meses. No caso dos que trabalham no Hospital Estadual de Vila Velha, há ainda queixas de assédio moral por parte da chefia da empresa GVM. "Foram os trabalhadores do hospital que denunciaram os problemas para o sindicato, por isso, são tratados mal, falam que eles não deveriam continuar trabalhando na empresa e que são laranja estragada", narra.

Os funcionários do asseio e conservação que prestam serviço para a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) por meio da empresa terceirizada Conservo quase se juntaram ao movimento grevista. O grupo também convive com atrasos salariais desde janeiro. Entretanto, nessa quarta-feira (11), o sindicato se reuniu com representantes da Sedu e da empresa para tratar do assunto. "Ficou combinado que o pagamento deste mês, que já está atrasado, será pago no máximo até amanhã [sexta, 13] . Por isso, os trabalhadores resolveram dar um voto de confiança", afirma Evani.

A presidente do sindicato se queixa também da "postura negligente da Secretaria de Estado da Saúde [Sesa], que não responde aos pedidos de tentativa de diálogo do sindicato desde janeiro".

A categoria, como ela pontua, tem um histórico de violações de direitos por parte de empresas terceirizadas que prestam serviço para o Governo do Estado, como aconteceu em 2017, quando chegou ao fim o contrato com a Civinel para prestação de serviço nos hospitais estaduais, mas até hoje a empresa não pagou a rescisão dos funcionários. O mesmo aconteceu com a Master Petro, em 2012. Ambos os casos ainda estão na Justiça.

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