Segunda, 15 Julho 2024

Moradores de Nova América pedem conclusão de obras de macrodrenagem

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Moradores do bairro Nova América, em Vila Velha, convocam para um protesto no bairro na manhã desta sexta-feira (31), um dia após o feriado de Corpus Christ, para reivindicar a conclusão das obras de macrodrenagem realizadas pela Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). A obra, que dura mais de um ano, segundos os moradores, tem piorado os problemas de alagamento na comunidade.

A professora Giana Martins relata que a ideia é fechar ruas, inclusive por meio da queima de pneus. Alguns moradores preparam a confecção de cartazes. A obra abarca vários bairros, como Rio Marinho, Cobilândia e Sotelândia, mas em Nova América, segundo Giana, ela está paralisada. Além disso, nas outras localidades foram colocadas manilhas grossas, com tamanho necessário para o escoamento da água, enquanto que em Nova América as manilhas colocadas não têm o mesmo porte.
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A obra também causou danos nas calçadas e quebra das tampas de bueiro. Os moradores querem não só chamar atenção do Governo do Estado, mas também da Telar, empresa responsável, e da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), uma vez que outra reivindicação é o desentupimento de bueiros.

Mais uma queixa, como relata a moradora Orides Maria de Araújo Dettoni, é em relação ao muro feito ao lado do Rio Marinho, que, além de não ser agradável visualmente, impede que a água da chuva ecoa para o rio.

O resultado disso, afirma, é o acentuamento de um problema que já existia, que é o das enchentes. Agora, destaca Orides, mesmo com índice pequeno de chuva, as ruas alagam. Ela relata que já perdeu diversos móveis em enchentes e acredita que isso será cada vez mais comum. O entupimento dos bueiros também ajuda a piorar a situação, pois, por causa disso, mesmo sem chuva há alagamento quando a maré enche, formando uma crosta de lama nas ruas quando a água baixa, o que faz com que o chão fique escorregadio.

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"Nós estamos abandonados. Essa situação é uma falta de respeito com os moradores, com a gente. Se duas pessoas chorarem juntas, alaga a rua", diz Orides, que aponta, ainda, a insegurança causada pelo muro construído ao lado do Rio Marinho, já que impossibilita a visão do que está acontecendo do outro ado da rua. Assim, não é possível perceber se há alguma movimentação suspeita de alguém que pode vir a adentrar a outra via e cometer algum delito.

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