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Paralisação de caminhoneiros fecha quatro trechos no Estado

Os caminhoneiros autônomos e terceirizados entraram na segunda semana de protestos em todo o País e, no Estado, paralisaram quatro trechos de rodovias federais. O protesto, no entanto, expõe um problema social causado pelo baixo valor do frete, frota antiga e os usos de combustíveis fósseis e indiscriminado de transportes por rodovias precariamente pavimentadas.



Nesta terça-feira (31) estão paralisados os trecos da BR-262, no município de Viana, só sendo liberada a passagem de automóveis de passeio; BR-101, em Iconha, no sul do Estado; BR-101, em Cariacica, totalmente paralisada em frente às Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa), e a BR-101, em Linhares, no norte do Estado, em que está liberada somente a passagem para carros e ônibus.



Em comentário nesta terça-feira, na Rádio CBN, o sociólogo, cientista político e analista político Sérgio Abranches apontou que, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), 65% do transporte de cargas no País é feito por caminhões. Além disso, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a frota tem15 anos, em média, e é abastecida quase na totalidade com diesel com alta concentração de enxofre.



Além da frota antiga e dos veículos velhos e com custo operacional alto, os fretes praticados pelas empresas que contratam os caminhoneiros autônomos ou de pequenas empresas terceirizadas são baixos, o que provoca uma competição predatória por fretes. Nos protestos do Estado, os caminhoneiros sustentam que 50% do valor do frete é gasto com diesel, o que causa a perda de receita para o profissional.



Os caminhoneiros também questionam a regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que determina o descanso de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas. A cobrança por resultados, o frete barato e o valor gasto em combustível se mostram entraves no cumprimento da regulamentação.



A alternativa de reduzir o transporte por meio rodoviário, no entanto, pode provocar um problema social ainda mais grave. A greve dos caminhoneiros serve de oportunidade para que seja pensada uma estratégia para que o transporte de cargas por meio de rodovias seja feito de maneira mais humanizada. O que também passa pela melhoria nas estradas, na infraestrutura de trabalho e na renovação da frota de caminhões.  





 

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