Sindicato protocolou ofício à Defesa Civil e à gestão de Renzo Vasconcelos
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina e Governador Lindenberg (SISPMC) protocolou, nessa terça-feira (21), uma denúncia à Defesa Civil alertando para “condições precárias e potencialmente perigosas” dos imóveis onde funcionam setores da Secretaria Municipal de Saúde. A situação envolve dois prédios localizados na Avenida Fidelis Ferrai, nº 115, no bairro Lacê, área onde anteriormente funcionava a antiga Fábrica PW e que, atualmente, abriga estruturas administrativas da pasta.
De acordo com o sindicato, no final de 2025, a Prefeitura de Colatina transferiu parte da estrutura administrativa da Secretaria de Saúde para esse endereço. Mas a mudança, apontam os relatos, ocorreu sem que houvesse garantias quanto à segurança estrutural do imóvel. Pouco tempo depois, fortes chuvas e vendavais registrados no município, especialmente no fim do mês de dezembro, atingiram a região e provocaram danos à edificação, agravando uma situação que já vinha sendo considerada delicada por trabalhadores que atuam no local.
Imagens capturadas por servidores mostram diferentes áreas de um mesmo complexo que abriga a sede da pasta. O primeiro prédio ocupado pela secretaria teve áreas interditadas após temporais no último mês de dezembro que as deixaram inutilizáveis, o que explica a ausência de mobiliário. Alguns setores, porém, permaneceram funcionando em áreas nessa mesma estrutura, enquanto outros foram movidos para um segundo prédio ao lado, que também apresenta problemas de infiltrações.

Mesmo após os eventos climáticos, setores essenciais da Secretaria Municipal de Saúde continuaram funcionando no prédio diretamente atingido pelas chuvas. Entre as repartições que permanecem no local estão a Auditoria, o setor de Recursos Humanos e a Atenção Primária à Saúde (APS). O sindicato diz que parte do imóvel sofreu destruição total, o que levou a prefeitura a adotar uma solução paliativa, com a locação de um prédio vizinho para realocar outros serviços da pasta.
No imóvel ao lado, também localizado na Avenida Fidelis Ferrai, passaram a funcionar setores como a Vigilância Epidemiológica, o Faturamento, a área de Tecnologia da Informação (TI), a Regulação e a Vigilância Ambiental. No entanto, conforme o sindicato, a mudança parcial não solucionou o problema central. Relatos recebidos pela entidade indicam que o prédio locado também apresenta falhas estruturais e condições inadequadas de funcionamento, o que faz com que os riscos à segurança persistam.
Servidores que atuam nos dois imóveis relatam situações recorrentes de insegurança no ambiente de trabalho. Entre os problemas constatados estão rachaduras em estruturas, infiltrações com risco de desabamento do teto, instalações elétricas expostas ou comprometidas e possibilidade de alagamento ou colapso estrutural. A entidade sindical destaca que essas situações vêm sendo comunicadas à administração municipal sem que medidas eficazes tenham sido adotadas até agora.
No ofício encaminhado à Defesa Civil, o sindicato chama atenção para o fato de que as chuvas em Colatina seguem intensas e constantes neste período do ano, o que aumenta o risco de novos danos às estruturas já comprometidas. A entidade ressalta que a combinação entre infiltrações, rachaduras e instalações elétricas expostas cria um cenário de alto risco para acidentes, incluindo choques elétricos, desabamentos parciais e alagamentos.
Essas condições, acrescenta, representam ameaça direta à integridade física e à saúde dos servidores públicos municipais, além de expor usuários dos serviços de saúde a situações de perigo. A entidade alerta que o fluxo diário de trabalhadores e da população nos prédios amplia o potencial de ocorrência de acidentes graves, caso não haja intervenção imediata dos órgãos competentes.
Diante desse cenário, o SISPMC solicitou formalmente à Defesa Civil a realização de uma vistoria técnica urgente nos imóveis, com a emissão de laudo técnico detalhado que avalie os riscos existentes. Também requer a adoção das medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de interdição total ou parcial dos prédios, caso seja constatado risco iminente à segurança das pessoas que frequentam os locais.
A entidade pede ainda que haja comunicação formal sobre as providências adotadas, tanto aos órgãos competentes quanto ao próprio sindicato, garantindo transparência e permitindo o acompanhamento das ações.
Paralelamente à notificação encaminhada à Defesa Civil, o sindicato comunicou a gestão do prefeito Renzo Vasconcelos (PSD), a Câmara Municipal e o Conselho Municipal de Saúde sobre a situação dos imóveis. Para a entidade, o problema extrapola a esfera administrativa e envolve a responsabilidade do poder público em assegurar condições dignas e seguras de trabalho aos servidores, bem como ambientes adequados para o atendimento à população.
Imagens e vídeos produzidos nessa terça-feira (21) reforçam a denúncia e mostram os danos no prédio diretamente atingido pelas fortes chuvas do final de dezembro, evidenciando infiltrações e comprometimento estrutural. Outras imagens retratam o imóvel ao lado, locado pelo município, onde também são visíveis os problemas.

