Quinta, 26 Mai 2022

Trabalhadores iniciam acampamento em frente à Cesan nesta terça-feira

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Trabalhadores da Carraro Engenharia, que presta serviço para a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), deliberaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira (9), pela realização de uma greve a partir desta sexta-feira (13), caso a empresa não reverta a demissão de 11 trabalhadores e não atenda às reivindicações já feitas há meses. Também foi deliberado o início de um acampamento em frente à sede da Cesan, em Jardim Limoeiro, na Serra, nesta terça-feira (10).

Divulgação

A Carraro tem 86 empregados e mantém, com a Cesan, contrato emergencial de seis meses, renovado em abril deste ano, para prestação de serviços de eletromecânica. Atende 31 municípios capixabas, entre eles, os da Grande Vitória, norte e noroeste.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo (Sindaema), Fábio Giori, relata que quando a empresa assumiu o contrato temporário pela primeira vez, em 2021, reduziu salários e benefícios e retirou o plano de saúde.

Os trabalhadores reivindicam equiparação salarial com a empresa Tubomills, que também presta serviço para a Cesan, com atividades análogas às da Carraro, mas oferece uma remuneração melhor. Fábio informa que um técnico da Carraro, por exemplo, ganha cerca de R$ 2 mil, enquanto o da Tubomills recebe mais de R$ 3 mil.

Além disso, reivindicam que o ticket alimentação suba de R$ 170,00 para R$ 250,00, e o ticket refeição, que é de R$ 18,00 por refeição, para R$ 25,00. Quanto ao plano de saúde, como o contrato temporário firmado entre a empresa e a Cesan é de um semestre, eles querem um auxílio saúde de R$ 400,00, já que muitos serviços dos planos de saúde têm carência de seis meses.

O sindicato, desde março, vinha negociando com a Carraro, mas nessa sexta-feira (6) um trabalhador da oficina foi chamado no Departamento de Recursos Humanos e demitido. Sua demissão, informa Fábio, indignou os demais, por isso, um grupo adentrou a sala em protesto, o que os fez também perder seus empregos.

Fábio relata que quando o sindicato soube da situação, compareceu ao local e recebeu da empresa a informação de que o intuito era chamar cada trabalhador, dizer que não haveria mudança no contrato de trabalho e questionar se mesmo assim eles tinham o interesse de permanecer na empresa. "Isso é uma retaliação, estão perseguindo os trabalhadores que se posicionaram querendo melhores condições de trabalho. É prática antissindical", denuncia.

O presidente do Sindaema destaca ainda que "a entidade vinha buscando pela via da negociação o equilíbrio entre a empresa e os trabalhadores, mas como a Carraro demitiu os empregados no meio da negociação, não restou alternativa, a não ser a realização da greve e o acampamento".

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