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A barca de PH

Com um paninho devidamente passado na crise que atingiu o Palácio Anchieta com a delação de Benedicto Júnior, o BJ, o governador Paulo Hartung (PMDB) retorna à sala de pranchetas para redesenhar o cenário eleitoral de 2018. Independentemente de seu papel na disputa do próximo ano, ele retoma o projeto de criar condições para aumentar o capital político e, lá na frente, observar quais portas vão se abrir para ele.
 
Tudo começou antes da crise, com a mudança do perfil do secretariado, que abarca do PT ao DEM. São lideranças políticas que garantem abrigo para as composições proporcionais, ao mesmo tempo em que dão sustentação ao palanque do governador Paulo Hartung. Esta semana, chega à Assembleia Legislativa o projeto de lei que autoriza a doação de bens móveis aos municípios do Estado.
 
Com isso, o governador poderá fazer entregas, em vez de ficar pegando carona nas obras federais, em curso no Estado ou que foram iniciadas no governo passadas e paralisadas a partir de 2015, quando Hartung tomou posse disposto a não dar continuidade a nada que Renato Casagrande iniciou.
 
Outra importante ação de Hartung, já pensando em 2018, foi rechear seu colchão. Cortando investimentos e com um profundo corte nos gastos, que comprometeu inclusive a segurança da população – vide a greve velada da Polícia Militar em fevereiro –, o peemedebista pode exibir no seu último ano de governo um cofre cheio para consolidar o discurso de excelência em gestão de quem teria pegado um Estado “quebrado”, mas que, graças à sua política dura de ajuste fiscal, conseguiu terminar com dinheiro no bolso.
 
A estratégia agora tem que ser mais arrojada, mas do que erguer um palanque, Hartung precisa recuperar seu capital político, desgastado com a sucessão de crises que atingiram sua imagem. De início ele pode colocar sua tropa de secretários políticos em campo para preparar a base para seu retorno ao campo.
 
Dada a estratégia, resta saber qual espaço o governador vai conseguir construir para chegar competitivo em 2018. O governador que já foi cotado até para a Presidência da República, vai precisar avaliar muito bem a base para saber qual o caminho seguir sem sofrer um revés. Hartung, mais do que nunca precisa vencer em 2018 mais do que em qualquer disputa passada. Ou vai sair da vida política com uma imagem inimaginável quando assumiu o governo em 2015, pela porta do fundo.
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado Sandro Locutor (Pros) protocolou na Assembleia Legislativa (Ales) o Projeto de Resolução (PR) 16/2017, que altera o Regimento Interno da Casa para estender a possibilidade de encaminhar indicações parlamentares para os municípios e para Estados que tenham interesse em comum com o Espírito Santo.
 
2 – Havia uma expectativa de que o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, fosse mudar de função com a reforma do secretariado de Hartung, mas o tempo passou e ele continuou na pasta. Em um momento de constantes incêndios na Assembleia, o governador deve ter entendido que não era o momento de descolar o bombeiro.
 
3 – Algumas lideranças políticas aproveitaram o feriadão para participar do Caminho do Imigrante, entre Santa Leopoldina e Santa Teresa. Uma caminhada de 28 quilômetros. O ex-governador Renato Casagrande (PSB) foi a pé, acompanhado de seu fiel escudeiro, Tyago Hoffmann. Lelo Coimbra foi de bicicleta ao lado do prefeito de Santa Leopoldina, Vavá Coutinho (PRP).

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