Domingo, 26 Junho 2022

Cidadania e as próximas eleições

A eleição, a escolha de nossos representantes, é um processo em construção em que cada cidadão e cidadã pode e deve influenciar desde o seu início. Não devemos aceitar passivamente o conceito de que tudo já está consumado, resolvido, pois este processo só se conclui com a contagem dos votos, até lá, tudo são possibilidades.

Para melhorar a sociedade em que vivemos, precisamos escolher, para nos representar no legislativo, fazendo leis, e no executivo, promovendo as políticas públicas de nosso interesse, lideranças que pensem como nós, defendam nossos direitos e interesses, nossos iguais, para somar esforços na realização por uma sociedade justa e igualitária.

Para caminhar neste sentido, o processo eleitoral é, sem dúvida, uma excelente oportunidade de exercermos nossa cidadania e escolhas, que devem ser discutidas entre pares que comungam dos mesmos ideais. Um debate em que devemos ressaltar a nossa responsabilidade como cidadãos no processo de escolha de nossos representantes.
Nosso objetivo deve ser sempre fortalecer a democracia, ampliar nossa liberdade e nossa participação, para garantir nossos direitos.

Nosso direito ao sufrágio universal foi garantido, pela nossa luta, na constituição cidadã de 1988, onde todo cidadão e cidadã tem direito ao voto. Essa conquista garantiu uma ampliação da democracia representativa no Brasil, onde todos com mais de 16 anos, alfabetizados ou analfabetos, têm garantido o seu direito de escolher através do voto quem vai representá-los nos poderes instituídos. É preciso relembrar que nem sempre foi assim na história do nosso querido País.

No Brasil colônia e durante o Império brasileiro, as escolhas só eram permitidas aos homens que possuíam um determinado nível de renda. Na República é que as escolhas foram estendidas aos demais homens, as mulheres não podiam votar, elas só puderam participar das escolhas pelo voto, com a reforma do Código Eleitoral, nas eleições de 1932.
As ditaduras no Brasil que ocorreram de 1937 a 1945 e, entre 1964 a 1985, afastaram os cidadãos brasileiros da escolha dos seus representantes, o que só reforça a importância da nossa constituição cidadã de 1988 e a nossa participação neste processo de escolhas.

Por isso, em conversas com familiares, amigos, colegas de trabalho, de igreja, do esporte, enfim, das diversas relações sociais, torna-se necessário argumentar que a nossa República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de direito e que nossa constituição cidadã de 1988 garante, em seu artigo primeiro, com um parágrafo único, que "todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos diretamente" (art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988).

Portanto, o eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudanças política e social, o seu direito de escolher quem vai representá-lo, pelo voto direto e secreto, garantido pela democracia e soberania popular.

O processo eleitoral está em construção pelas lideranças políticas de nosso Brasil. Nós, da base social, o povo trabalhador, não podemos abrir mão da nossa participação, devemos sim debater nos grupos sociais os nossos interesses, direitos e desejos de uma sociedade onde sejamos incluídos no orçamento e nas políticas públicas de moradia, transporte, trabalho e geração de renda, mobilidade urbana, segurança, saúde, educação, esporte, de lazer, cultura, entre tantas necessidades do povo.

Para fazermos uma boa escolha na hora de votar. é preciso acompanhar pelos meios de comunicação, tradicionais ou virtuais, as lideranças que sempre estiveram na luta em defesa de nossas causas, de nossos interesses.

Acompanharmos seu partido e sua história de vida, para verificar se sempre esteve do nosso lado ou não, e debatermos isso com os nossos iguais para escolhermos verdadeiros representantes do nacional ao local, lideranças comprometidas com a democracia, com a nossa participação, e que realmente tenham compromisso com as nossas necessidades, por isso, nossa participação e influência para que o povo trabalhador faça as melhores escolhas, segundo nossos interesses e necessidades, é fundamental.

Isso deve se dar neste momento eleitoral e político. Devemos aproveitar esta oportunidade para tratar da importância de participarmos da organização do bairro onde moramos, da cidade onde vivemos e do nosso país, e o papel de cada poder, executivo, legislativo e judiciário, e suas competências e reponsabilidades.

Devemos também observar a influência de outros setores importantes da sociedade, como a mídia, e de que lado ela joga com os interesses em disputa.

Democracia e cidadania se fazem em todos os momentos, mas é quando se aproxima o período das eleições, que a nossa sociedade volta seu foco para a importância da política em nossas vidas. É necessário refletir com nossos iguais quais democracia e cidadania se fortalecem e atendem a nossos interesses, com participação e acompanhamento das lideranças e de seus mandatos, para nos representar.

"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem".  Bertold Brecht  (1898-1956, dramaturgo e poeta alemão do Século XX).

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Comentários: 4

José Carlis em Sábado, 04 Junho 2022 16:35

Parabéns pela excelente reflexão.

Parabéns pela excelente reflexão.
MIGUEL ANTONIO MADEIRA DA SILVA ARAUJO em Sábado, 04 Junho 2022 16:53

Parabéns ao Século Diário por abrir esse debate e ao Caetano Roque por abordar de forma objetiva e clara o tema. Cada eleição é uma lição. Aprendemos a cada dia e com os exemplos do passado podemos corrigir ou melhorar o futuro. O povo brasileiro merece respeito e que tenhamos nos próximos governos e legisladores o respeito e o cumprimento do que está garantido na constituição cidadã.

Parabéns ao Século Diário por abrir esse debate e ao Caetano Roque por abordar de forma objetiva e clara o tema. Cada eleição é uma lição. Aprendemos a cada dia e com os exemplos do passado podemos corrigir ou melhorar o futuro. O povo brasileiro merece respeito e que tenhamos nos próximos governos e legisladores o respeito e o cumprimento do que está garantido na constituição cidadã.
Alexandre Silva dos Santos em Sábado, 04 Junho 2022 19:08

O processo eleitoral não deve ser algo a ser debatido a cada aproximadamente 2 anos. É algo que deveria fazer parte da formação básica de cada cidadão, por meio de da escola. Contudo, como quase em tudo em nosso país, esta iniciativa acabaria perdendo o seu real valor, devido interesses alheios ao seu objetivo fim, pela fraqueza institucional e moral que infelizmente o nosso país vem se acometendo.
Todavia, mesmo com esta minha reflexão possivelmente falha, todos nós que nos indignados com isto temos a responsabilidade de multiplicar as boas atitudes. Não podemos nos acomodar e, sim, precisamos olhar constantemente o que está acontecendo, o que está sendo feito, e se está alinhado ao que realmente o povo precisa, o que povo tem de direito e também que tem de obrigações.
E quando digo o povo, digo o cidadão. Sejam os menos, sejam os mais assoberbados.
Na minha visão, uma sociedade igualitária só será vitoriosa quando todos os cidadãos tomarem conta de que tem direitos, mas também tem obrigações e responsabilidades. Principalmente, com o voto!
O voto não é uma brincadeira, não é um "momento compulsório". O voto é o maior instrumento de mudança que uma democracia pode ter. É com ele que podemos mudar algo para melhor. Exercendo a nossa cidadania, com o direito que conquistamos com muito esforço.
Que consigamos mudar este cenário, constantemente, passo a passo, sempre com muita responsabilidade e atitude, com o tino de querer mudar e mudar para melhor. Salve a cidadania, salve o voto!

O processo eleitoral não deve ser algo a ser debatido a cada aproximadamente 2 anos. É algo que deveria fazer parte da formação básica de cada cidadão, por meio de da escola. Contudo, como quase em tudo em nosso país, esta iniciativa acabaria perdendo o seu real valor, devido interesses alheios ao seu objetivo fim, pela fraqueza institucional e moral que infelizmente o nosso país vem se acometendo. Todavia, mesmo com esta minha reflexão possivelmente falha, todos nós que nos indignados com isto temos a responsabilidade de multiplicar as boas atitudes. Não podemos nos acomodar e, sim, precisamos olhar constantemente o que está acontecendo, o que está sendo feito, e se está alinhado ao que realmente o povo precisa, o que povo tem de direito e também que tem de obrigações. E quando digo o povo, digo o cidadão. Sejam os menos, sejam os mais assoberbados. Na minha visão, uma sociedade igualitária só será vitoriosa quando todos os cidadãos tomarem conta de que tem direitos, mas também tem obrigações e responsabilidades. Principalmente, com o voto! O voto não é uma brincadeira, não é um "momento compulsório". O voto é o maior instrumento de mudança que uma democracia pode ter. É com ele que podemos mudar algo para melhor. Exercendo a nossa cidadania, com o direito que conquistamos com muito esforço. Que consigamos mudar este cenário, constantemente, passo a passo, sempre com muita responsabilidade e atitude, com o tino de querer mudar e mudar para melhor. Salve a cidadania, salve o voto!
J. Pedro em Domingo, 05 Junho 2022 11:21

Parabéns ao Século Diário e ao Caetano.

Esse tema, que deveria constar nós conteúdos programáticos de nossas escolas, deve ser debatido pelas organizações sociais de forma plena e exaustiva, o povo brasileiro precisa entender a necessidade de se politizar e partilhar das decisões políticas. Assim estaremos caminhando para uma verdadeira democracia.

Parabéns ao Século Diário e ao Caetano. Esse tema, que deveria constar nós conteúdos programáticos de nossas escolas, deve ser debatido pelas organizações sociais de forma plena e exaustiva, o povo brasileiro precisa entender a necessidade de se politizar e partilhar das decisões políticas. Assim estaremos caminhando para uma verdadeira democracia.
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