O Brasil todo viu um movimento pró-impeachment organizado pela direita fracassar nesse domingo (13). Vestidos de verde e amarelo, manifestantes foram para as ruas na data em que se relembra a fatídica publicação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que abriu as portas no Brasil para a fase mais radical da ditadura militar.
Por isso mesmo e para dar resposta ao movimento da direita que quer dar um novo golpe, tirando o Partido dos Trabalhadores do governo central, é que o dia certo para que o movimento sindical fosse para a rua foi nesse domingo. Não só o movimento sindical, mas também os representantes dos PT.
Há um excesso de cautela do movimento em fazer o enfrentamento que é necessário para não permitir que a rua, que sempre foi um espaço político do movimento, seja tomado pela elite raivosa, que não se conforma com a derrota nas urnas e quer impor um novo golpe para chegar ao poder sem passar pelo processo democrático.
Bom, não foram. Marcaram uma manifestação pró-Dilma para esta quarta-feira (16). Se cada sindicato tem cerca de 20 diretores, o mínimo que se espera é que haja 20 mil trabalhadores na rua para defender o governo do partido. Isso sem contar as organizações sociais, os movimentos de igreja e de barro. A resposta tem de ser dada e cabe à CUT garantir a mobilização da população na defesa não do governo, mas da democracia.
Isso vale também para o PT do Espírito Santo. Há uma resolução da Nacional indicando que os partidos nos estados se mobilizem para levar a militância para a rua. Cada diretório do partido tem cerca de 30 diretores, o que também deve levar um bom contingente para as ruas.
Se é para dar uma resposta atrasada, que essa resposta seja ensurdecedora. Vamos ver!

