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A eleição das eleições

Durante os jogos das quartas de final da Copa do Mundo no Brasil, a FIFA se manifestou contra toda forma de segregação dando ênfase ao racismo e a homofobia. Antes dos jogos, os capitães das seleções liam em seus idiomas o manifesto que repercutiu mundo afora.
 
É claro que países segregacionistas como o Irã já não estavam mais presentes no mundial, porém o fato não perdeu nada em importância, e se revelou um grande apoio à militância pelos direitos humanos, num mundo cada vez mais desumanizado pela incoerência fundamentalista religiosa.
 
Aliás, outro fato marcou essa copa, foi a severa punição da FIFA ao jogador uruguaio Luizito Soares. Reincidente em agressões em campo, nas infames mordidas e principalmente nas atitudes racistas e homofóbicas. Dono de um currículo que é comparável a qualquer militante neo nazista, Luizito Soares vai amargar um grande afastamento dos estádios. Na tentativa de abrandar a punição, o uruguaio enviou uma nota se desculpando por essas atitudes e prometendo não mais repeti-las. O jeito e aguardar para ver se serviu a lição.
 
Numa reflexão sobre o avanço do fundamentalismo cristão na política local, queremos parabenizar o delegado Contarato por não se deixar levar pelos interesses escusos do presidente do seu partido, que tentou impor sua mulher como suplente de Contarato, que concorre ao Senado.
 
A situação gerou um conflito de interesses oportunista, bem característico do líder do PR, o que lhe rendeu mais uma derrota na sua “pseudo” influência, o que demonstra cada vez mais a vertiginosa queda que vem sofrendo o seu prestigio e a ascendente imagem do delegado Contarato.  Em conversas com evangélicos esclarecidos, é fácil perceber a grande rejeição ao senador Magno Malta.
 
E a Copa segue para seu final, com pontos positivos e negativos para nós brasileiros, Positivos por termos realizado um dos melhores mundiais de todos os tempos, com dividendos econômicos e sociais, aumentando a expectativa do Brasil junto aos organizadores de eventos desse porte. E negativos na frustração do sonho do hexa campeonato, que foi adiado para uma nova oportunidade. Um forte abalo na nossa hegemonia no futebol, que pode ser recuperada com a inédita medalha de ouro nas olimpíadas de 2016, também em solo pátrio.
 
E assim, finda a Copa, vamos às eleições, nós, os LGBTs, precisamos mergulhar nas campanhas e buscar eleger simpatizantes da nossa causa. Estrategicamente falando, o primeiro passo é fazendo frente a esse fundamentalismo religioso político, abrindo frentes de lutas, fortalecendo nossas conquistas e elegendo nossos candidatos. Assim como eles, precisamos estar presentes em todos os partidos, infiltrados sim! Essa é uma maneira de sermos ouvidos.
 
E se a FIFA se manifestou a favor das chamadas “minorias” oprimidas pelo desrespeito segregacionista, que o Comitê Olímpico Internacional se manifeste também, e que assim como tivemos no Brasil a Copa das Copas, tenhamos as Olimpíada das Olimpíadas e entre elas a eleição das eleições. 
 
 

Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: [email protected]

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