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A força do meio rural

Com a chegada de dezembro é hora de fazer avaliações sobre a atuação de entidades sindicais. A coluna começa com um sindicato que pouco aparece neste espaço: o sindicato rural. Em um ano tão sofrido para quem trabalha no campo, com a estiagem que castigou o Espírito Santo em 2015, a categoria tem até algumas vitórias para comemorar. 
 
Uma das grandes conquistas foi a unificação da agricultura familiar com a orgânica e a demanda da população por esse produtos mais saudáveis tanto para quem compra,  quando para quem produz, já que elimina os produtos químicos nocivos à saúde. 
 
Mas, a principal conquista do setor no ano de 2015, foi a chegada de um representante à presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Espírito Santo. Jasseir Alves Fernandes, que tem uma longa história de militância no sindicato rural da região do Caparaó. 
 
Mais do que fortalecer a luta no setor, ele traz a expectativa para os trabalhadores do Estado de uma tão esperada renovação na atuação da Central, seja em seus quadros, seja em sua postura política. Há tempos a CUT-ES precisa de uma oxigenação. 
 
Em um momento em que a crise trazida pelos grandes empreendimentos poluidores do Estado mostra sua verdadeira face, com os riscos de contaminação do meio ambiente e a perniciosa relação com a classe política, o setor primário se mostra como uma alternativa ambientalmente segura e economicamente viável, garantindo não só a alimentação da sociedade, mas também fazendo com que a economia se sustente. 
 
Então é hora de o poder público e o meio sindical se voltar para esse setor, olhar com mais interesse para a agricultura, que independentemente das atribulações econômicas e políticas, vai continuar lá, fazendo o seu papel. 
 
Neste sentido, a coluna espera que o novo comando da CUT-ES dê novo rumo à CUT e ao sindicalismo que se pratica no Espírito Santo. Apoio ao homem do campo!

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