Pois é, se todo fim de ano fôssemos a julgamento, por certo estaríamos reprovados pelo grande árbitro, Deus. Todos nós jogamos praticando faltas, como no futebol. E geralmente, com pessoas caras a nós.
Se ganhamos, cometemos muitas faltas. Se perdemos, soltamos porradas e pontapés. Não existe mais “fair-play” em nossos jogos pela vida. Treino não existe mais, jogadas ensaiadas, muito menos. Não estamos preparados para o embate do dia a dia.
“Quando o Grande Árbitro chega para anotar os pontos ao lado de teu nome, ele anota, não se perdeste ou ganhaste, mas como jogaste”. A frase, muito bem construída por Grantland Rice, num momento de grande felicidade, mostra que não importa o que temos ou conseguimos, ou o que não temos e não pudemos ter, mas, acima de tudo, como foram nossas atitudes perante essas coisas.
Façamos o seguinte: vamos colocar nossos nomes no imaginário da parede da mente e deixar o Mestre ir pontuando nossas atuações a cada partida de nossos lides diária, semanal, mensal. E no fim do ano, veremos quantas estrelas ele colocou ao lado de nosso nome.
É através delas que seremos ou não convocados para atuar no escrete celeste. E não precisa de ninguém saber por nós, contar por nós. Temos uma maneira infalível de saber se o Grande Árbitro irá colocar estrelas em nossos nomes: a nossa consciência.
Ultimamente é ela que anda faltando na gente, a nossa consciência. É dela que vem o caráter, a humildade, o perdão, a justiça e o amor. Podem reparar, não estamos pobres disso tudo ai?
Pense bem e melhora um pouco no próximo ano, para eu poder escrever tranquilo aqui: FELIZ 2014.
FELIZ ANO NOVO

