O movimento sindical acordou, mas não levantou e esqueceu o sonho. Embora tenha ido para a rua, mas está só com o nome. O trabalhador mesmo não está indo, ainda não acordou. O movimento faz protesto, solta matéria, mas ainda não conseguiu a adesão da sociedade como um todo. E o trabalhador precisa acordar.
Se a direita conseguir fazer a eleição indireta para o sucessor do Temer, é tudo que ela precisa. Eles terão duas coisas a fazer: o plano A e o plano B. o plano A é realizar todas as falcatruas que têm para fazer e tentar não deixar Lula se eleger. Isso não sendo possível, parte-se para o plano B. Eles já imaginam colocar um cara que anule tudo que tem, se passe por bonzinho e consiga convencer a sociedade, conseguindo vencer.
E aí a escravidão volta à rotina de cem anos atrás. Empresários e fazendeiros vão nadar de braçadas. Enquanto se discute se a gravação tal é legal ou não, se o empresário delator devia ou não ser preso, o governo tenta acelerar as reformas trabalhistas e da previdência como uma tentativa de salvar o presidente Michel Temer.
Agora não adianta mais cobrar do Executivo, não adianta mais esperar que o escândalo faça o presidente cair. Ele hoje conta com o Congresso Nacional para tentar se segurar. Temer só tinha uma missão, a de aprovar as reformas. Foi posto lá pela tal mão invisível do Estado, formado pelos grandes empresários e latifundiários, que querem diminuir ao máximo a presença do Estado para liberar geral, como eles querem.
O movimento tem que mirar agora no Judiciário. A ministra Carmen Lúcia está na linha de sucessão, depois do presidente da Câmara dos Deputados e do Senado. Mas o Supremo tem que conduzir esse processo sem pesar para um dos lados. O processo pode durar muito tempo, mas não pode haver nenhum alívio diante das graves denúncias, com provas envolvendo a cúpula do golpe.
Diretas Já!

