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A hora é agora

Enquanto aguarda acomodação das forças políticas no campo nacional, o governador Paulo Hartung (PMDB) observa o cenário estadual, com a segurança de quem não tem oposição em campo aberto para confrontá-lo, mas entende que não poderá ficar na zona de conforto. 
 
A eleição interna do PSDB, com uma polarização entre governistas e não alinhados ao Palácio Anchieta, é uma mostra que os tempos são outros. Se antes o governador definia quem seria o presidente um partido, como a sigla deveria se comportar na eleição ou quem seriam seus candidatos e com quais aliados disputaria, hoje já não é assim. O desgaste do governador tem sido maior a cada tentativa de manobra. 
 
Aliás, não só as disputas partidárias no Espírito Santo colocam as lideranças políticas nessa situação. A distensão do PSDB nacional — com a pressão para que o partido deixe o governo Michel Temer e uma disputa para o comando da sigla — mostra o desafio da governança. Por aqui, os incêndios são mais contidos, mas, ainda assim, causam estragos. 
 
Hartung não conta mais com a unanimidade de tempos anteriores. Na Assembleia, as vozes de oposição ainda são poucas, mas as insatisfações são muitas. A relação com a bancada capixaba é ainda pior. Até mesmo os prefeitos que antes idolatravam o governador, hoje dividem suas atenções com a senadora Rose de Freitas (PMDB), que tem sido muito mais efetiva na aquisição dos preciosos recursos para os municípios. 
 
Neste sentido, embora seus movimentos internos apontem para a disputa à reeleição para um fatídico quarto mandato, o momento sugere que Hartung deve tentar a aventura nacional. A estratégia palaciana seria a de montar o colchão neste terceiro mandato para abrir mão nos próximos quatro anos, mas não se sabe como Hartung chegará neste novo mandato e a movimentação de substituição dos quadros que o cercam causa problemas com os antigos aliados. 
 
Como criou a narrativa da excelência, o governador aposta em uma articulação com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e observa as possibilidades com o PSDB. Se isso falhar, ficariam poucas alternativas para essa composição nacional, mas pode conseguir alguma acomodação ainda. 
 
Restará resolver o problema local. Nesses três anos Hartung não preparou um sucessor, mas conta com a lealdade até aqui do seu vice-governador César Colnago. A questão é se ele teria capilaridade para comandar um palanque, podendo ter de enfrentar um grupo de oposição, que sem Hartung na reta, cresce com Rose de Freitas e/ou Renato Casagrande. E aí o governador pode ter de enfrentar a reeleição para proteger seu grupo. 
 
Fragmentos:
 
1 – Um dos discursos nacionais do governador Paulo Hartung faz água no momento em que o presidente Michel Temer admite não ter mais condições de votar a reforma previdenciária. Hartung vem defendendo a medida como uma forma de impulsionar a economia, mas a impopularidade da matéria impede que o Congresso a vote.
 
2 – A redação do Enem deu uma inflada na bandeira do deputado Hércules Silveira sobre a busca de melhorias na qualidade de vida dos surdos. O deputado defende, por exemplo, a facilitação da população ao acesso ao implante coclear.
 
3 – No expediente desta quarta-feira (8), o deputado indica a presidente da Associação de pais e amigos dos surdos e outras deficiências (APASOD), Lourdilene Mozer para fazer o uso da Tribuna Popular na sessão ordinária do dia 4 de dezembro de 2017, para falar sobre os problemas enfrentados pelos pacientes do setor de Tratamento de Fora de Domicilio (TFD) da Secretaria de Estado da Saúde.

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