
O Instituto Futura, conhecido por suas implicações em arranjos eleitorais, vem para um novo apronto, que é marcar o favoritismo dos que vão disputar as prefeituras em 2016, destinados a carregar o andor da reeleição do governador Paulo Hartung (PMDB) em 2018. Em consonância com a seguinte máxima: parte considerável do eleitorado não vota em perdedor.
Uma situação que vigorou nas eleições que redundaram nas vitórias de PH e do Renato Casagrande (PSB). O modelo empregado agora é o mesmo. Começa com a tática de avaliação de gestão, com a finalidade única de mostrar os mais qualificados para serem guardados na memória do eleitor.
Como nem todos estão na lista de preferência do sistema, que tem como regente o governador Paulo Hartung, o jornal A Gazeta entrará mais uma vez com a passarela e o Futura com os ajustes dos números da fórmula.
As pesquisas feitas para A Gazeta acabam sempre conhecidas como se fossem do próprio jornal, e não propriamente do Instituto Futura. Por óbvias razões. A principal delas, a perda de credibilidade dos levantamentos.
Depois de estratégia de levantar os números de gestão, com certeza virão pesquisas sobre a corrida na disputa às prefeituras.
A comprovação do que está dito aqui, o leitor encontra na última disputa em Vitória, quando pesquisas dessa natureza, até o momento da boca de urna, insistiam na eleição de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
Luciano Rezende (PPS) acabou sendo salvo, em cima da hora, pela divulgação no Jornal Nacional de uma pesquisa do Ibope que dava sua vitória, corroborando com as suspeições levantadas sobre as pesquisas do Futura.
O prefeito ganhou e cuspiu marimbondo em cima deles, mas o tempo haveria de convencê-lo que, fora desse esquema à reeleição, seria a mesma pedreira da eleição de 2012.
Compôs com a Rede Gazeta, a ponto de ser atualmente um de seus melhores anunciantes, e continua chegando-se ao governador, para ganhar ingresso nesse sistema com o qual PH domina as eleições no Estado.
Por coincidência, a primeira pesquisa de gestão será a do Luciano…
PENSAMENTO:
“As práticas da Justiça estão cada vez mais tomadas por ressentimentos e espírito de vingança”. Érika Figueiredo Reis

