Até há pouco, todos estavam debaixo do já ganhou de Paulo Hartung. A pesquisa de Brand-Século Diário, no entanto, mostrou que não é bem assim. Paulo está na frente, mas a eleição ainda está indefinida. O suficiente para se entender que o momento não é mais aquele de reverenciá-lo como novo governador a mais de 60 dias do pleito.
Livre da derrota imediata, Casagrande tem agora que saber jogar atrás com reais condições de se tornar competitivo. Só que ele precisa entender que o momento é diferente do que ocorreu até agora, em que ele ficou tentando mostrar que o seu governo é melhor do que do seu antecessor.
E Casagrande tem que ir para os embates sabendo agora que ele não vai enfrentar esse aparato, que inundou o Estado com a mensagem do já ganhou. Casagrande passa a lidar com o Paulo despido da condição de eleito. Ele precisa trazer o seu governo aos olhos do eleitorado. Aí o jogo começa a ser jogado dentro de um equilíbrio.
Em outras palavras, Casagrande precisa se despir da condição de perdedor. Exigindo que ele se exiba de como ele é realmente. De quem pode alcançá-lo.
Os instrumentos são outros. Lidando do jeito que tem que lidar com Paulo Hartung. Despindo o seu governo que se baseia num conto de fadas: salvou o Espírito Santo do crime organizado; um governo que botou os Estado nos trilhos do desenvolvimento; que entregou o caixa cheio de dinheiro ao sucessor e outras lorotas mais.
Cheio de aromas e frases genéricas tiradas dos manuais de empreendedorismo, que levam a figurar impar da política capixaba. Mas nada de números. O discurso fica nesse campo restrito do salvador. E com isso, não há visitas ao interior do seu governo.
Até agora o Renato Casagrande não conseguir descerrar as cortinas do governo de Paulo Hartung. Fez mesmo foi o jogo dele a faltar com confronto que dê condições em se enxergar o interior dos governos de Paulo Hartung.
É a hora do Casagrande sair da defensiva e partir para o ataque. Pois o jogo não está ganho por ninguém. Paulo Hartung não passa de uma miragem. É isso que precisa ser entendido aqui no Estado. Pois ele vai levando aterrorizando e mostrando o armamento pesado de que dispõe. Que são, em especial, o judiciário e o Ministério Público com suas devidas exceções. E uma imprensa a louvá-lo e a esconder as mazelas dos seus períodos de governo.
As generalidades de Paulo Hartung escondem o fracasso de seu governo, principalmente na segurança pública, na saúde e, sobretudo, na educação Em dois mandatos de governo não fez mais do que 300 soldados para uma demanda de 5 mil postos. Nada na polícia civil. E as matrículas escolares não atingiram sequer 20% de suas necessidades. É algo que reluz com certa grandiosidade.
A comunicação é simples e deve contar a realidade. Espera-se que Casagrande caminhe por aí para que o eleitorado conheça a face correta do governo de PH pondo fim ao seu estoque de venenos.

