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A questão é outra

Os deputados estaduais não gostaram de ver seus nomes associados à possibilidade de oportunismo político diante da tragédia com o rompimento das barragens em Mariana, em Minas Gerais. De fato, o momento é crítico e pede o posicionamento da classe política. 
 
Todos que puderem se envolver e que possam contribuir com soluções ou propostas devem ser ouvidos, devem ser integrados ao processo de discussão. Além disso, como assinalou o deputado Josias Da Vitória (PDT) na sessão desta quarta-feira (11), se os deputados estivessem afastados do debate, estariam sendo cobrados por omissão. 
 
A questão aqui é outra. O que a sociedade deve ficar atenta é com relação aos agentes políticos que entram no processo para defender a empresa em vez de cobrar a responsabilização pelos crimes ambientais e a compensação à população afetada, sem falar no reparo aos danos materiais causados. E isso vai muito além da Assembleia. 
 
O fato de um deputado ter recebido dinheiro da empresa, não significa necessariamente que ele vá defendê-la diante de uma situação tão grave. Até porque os deputados têm suas bases para ouvir e será cobrado por seus eleitores se tiver uma posição omissa diante desse episódio. Guerino Zanon (PMDB) recebeu R$ 98 mil da Vale/Samarco, mas tem feito críticas duras à empresa. 
 
Outros deputados, porém, receberam dinheiro da empresa e estão mergulhados, quietinhos. A observação aqui é simples. Os deputados que têm base nos municípios afetados, evidentemente, estão dentro do debate falando para suas bases. É obrigação. Há ainda os deputados que têm um posicionamento já conhecido. 
 
Quando Enivaldo dos Anjos (PSD) vai à tribuna da Assembleia pedir a prisão dos diretores da empresa, não há oportunismo nisso, já que o deputado tem essa postura muito antes do desastre ter acontecido.

É preciso acompanhar o desenrolar dos fatos e observar a postura dos parlamentares e dos demais agentes políticos. Quem recebeu recursos da mineradora nós já sabemos, o que a sociedade tem de acompanhar é se essa conta será cobrada e como vão pagar os políticos financiados por empresas poluidoras. 

Que o crime aconteceu já se sabe, que a Samarco é uma empresa criminosa também, o que se espera é o trabalho nas consequências desse crime. 

 
Fragmentos:
 
1 – A deputada Eliana Dadalto (PTC) reclamou da falta de representantes de Linhares, no norte do Estado, na reunião ocorrida nessa terça-feira (10) em Colatina para discutir os impactos da onda de lama que está chegando ao Estado. 

 

2 – Então a empresa e o governo federal devem ser responsabilizado pelo crime ambiental ocorrido em Mariana, mas quem dá licença ambiental não são os governos estaduais. 

3 – O posicionamento do prefeito de Anchieta, Marcos Assad (PTB) é fora de propósito. Deixa transparecer a defesa da empresa e um certo terrorismo com a possibilidade de a Samarco fechar as portas no município.

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