Com seus 2,6 milhões de eleitores, o Espírito Santo não é exatamente um colégio eleitoral cobiçado pelos candidatos à Presidência da República nesse quarto de século de disputa entre PT e PSDB ou não era. São Paulo e Minas gerais sempre estiveram no topo de importância dos presidenciáveis e as campanhas gastam muito mais energia na disputa por esses eleitorados.
Mas a eleição do próximo ano será diferente. A disputa promete ser acirrada, com a divisão dos votos em pelo menos três palanques. A presidente Dilma Rousseff tem uma vantagem em relação aos demais candidatos e pode até ganhar no primeiro turno, mas esse é um cenário de hoje.
O PSDB acaba de fechar questão sobre a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência e mesmo não sendo o mesmo PSDB de tempos atrás, a oposição promete pegar pesado para tentar retomar o governo do PT.
A maior preocupação, porém, está no palanque socialista. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é uma figura nova e pode crescer com o início da campanha eleitoral. Outro fator perigoso no palanque de Eduardo Campos é a presença da ex-senadora Marina Silva e de sua Rede Sustentabilidade.
Os prejuízos da aliança com um partido convencional é evidente, mas há ainda o que explorar da imagem que Marina tem com a população. O problema é saber como ela transfere isso e se transfere para Eduardo. Marina saiu vencedora no Espírito Santo em 2010, então é sempre um perigo. Já Dilma teve o terceiro pior desempenho na pesquisa da CNI/Ibope no Estado.
Neste sentido, o Espírito Santo é um espaço a ser conquistado e pode, sim, ser o fiel da balança se a disputa endurecer. O problema é que Dilma ainda não entendeu isso. Basta ver para onde foram drenados os recursos do governo. Para conquistar os capixabas, ela terá que abrir o cofre.
Aécio também não é o melhor amigo do Espírito Santo e o PSDB capixaba tem dificuldade em vender uma imagem que o capixaba compre do senador. Já Eduardo Campos…bom, Eduardo Campos continua sendo uma incógnita para o Estado e para o Brasil.
Fragmentos:
1 – Se o PSDB tiver de recuar da candidatura própria ao governo, por pura imposição da nacional, será que o ex-prefeito de Colatina Guerino Balesgtrassi vai disputar outro cargo, ao lado do governador Renato Casagrande no palanque?
2 – Se o ex-prefeito de Vitória João Coser tiver que disputar a eleição ao governo do Estado por pura imposição da nacional, será que a senadora Ana Rita Esgário disputaria o Senado ao lado dele no palanque?
3 – O PMDB do Espírito Santo não está indo na mesma onda do PMDB nacional, no que diz respeito à inserção de suas lideranças nas redes sociais. A coisa é sofrível.

