Chama a atenção nos levantamentos do Instituto Futura, publicados no Jornal A Gazeta, a popularidade do governador Paulo Hartung (PMDB), girando em torno de 40% de aprovação. Há ainda uma forcinha para tentar jogar o regular para cima em vez de bridá-lo para reforçar a popularidade.
Mas os números estão bem longe daquela aprovação esmagadora que o governador apresentava em seus dois primeiros mandatos. Até há uma tentativa da pesquisa em camuflar a situação, colocando os números de forma separada dos demais levantamentos, mas está difícil levantar a bola do governador.
Hartung, naquela época, era absoluto e suas ações eram legitimadas pelas pesquisas. Mas agora, está difícil apontar patamares como aqueles. Mesmo estando em início de mandato, quando a população geralmente dá um voto de confiança, apostando na escolha, os números de Hartung não são bons.
Isso porque seu cenário hoje é diferente do de 2002 ou de 2006. No primeiro mandato, apesar de ter vencido uma disputa apertada contra Max Mauro (PTB), o discurso de combate ao crime organizado pegou e Hartung conseguiu construir uma imagem de “líder da reconstrução do Espírito Santo”.
Em 2006, com a unanimidade consolidada, Hartung não tinha adversários para questionar os problemas de sua primeira gestão, o que fez com que o segundo mandato fosse ainda mais blindado, criando uma imagem de governador perfeito. Mesmo com várias denúncias de violação dos direitos humanos, alto índice de criminalidade e problemas também nas áreas de saúde, educação e transporte, o governador não sofria críticas (ou elas não apareciam) o que reforçava essa imagem artificial.
Na eleição do ano passado, seu adversário o enfrentou, apresentou críticas e denúncias de irregularidades, por isso, o governador não chega ao poder como uma figura unânime. Foi eleito em uma disputa dura e desta vez não tem o discurso crime organizado para lhe dar sustentação.
A tentativa de desconstruir a imagem do antecessor, rotulando-o como mau gestor não tem colado na medida em que Renato Casagrande reage. As medidas de Hartung também não têm atraído a simpatia da população. E tem mais preocupação pela frente. É que findado o primeiro semestre, a tendência é que as cobranças aumentem.
Fragmentos:
1 – Na próxima terça-feira (12), o vereador Luiz Emanuel (PSDB) realiza na Câmara de Vitória uma audiência pública sobre educação no trânsito. O evento vai contar com a presença do diretor-presidente do Detran, Fabiano Contarato.
2 – A população de Aracruz cobrou na noite dessa quarta-feira (6) a presença do deputado da terra, Erick Musso (PP), na audiência pública sobre a Escola Viva que foi realizada no município.
3 – Mas o deputado tem justificativa para ausência. O deputado é membro da CPI do Pó Preto, na Assembleia, que nessa quarta, se estendeu até às 18h15 e a audiência em Aracruz começou às 18 horas e terminou às 21 horas. Tudo bem que Aracruz não é longe, mas neste meio tempo, tem o trânsito.

