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Abrindo caminhos

Já não é de hoje que o grupo do governador Paulo Hartung (PMDB) tenta vender a ideia de que ele poderia ser um presidenciável rumo à sucessão de seu correligionário de ocasião Michel Temer. O discurso do ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra, de que Hartung tem condições de suceder Temer também vem nessa linha. 
 
Não que Hartung venha realmente a ser um presidenciável, mas isso abre um leque de oportunidades para o governador, que não é bobo e vai surfando nessa onda enquanto der. Consegue com isso falar para dentro e para fora do Estado.

Para fora, aumenta sua musculatura e se coloca como uma liderança em ascensão. Para dentro, coloca as demais lideranças políticas em compasso de espera. Todos ficarão esperando a movimentação de Hartung para então se movimentar. Esse discurso cria novas portas para que o governador possa escolher até 2018. 

 
Pode disputar a reeleição ao governo do Estado; pode disputar o Senado e chegar à Casa com expressão de liderança nacional; pode ainda ser ministro e, por que não, entrar na fila sucessória da Presidência, embora lá no final? Como o processo está longe, ele pode lançar seus balões de ensaio enquanto dribla as armadilhas desse caminho, que exige habilidade no discurso. 
 
Isso ele sabe fazer, não defendeu nem condenou o processo de impeachment, criticou cirurgicamente o governo Dilma Rousseff, e também aproveita a atual onda, criticando o governo Temer, até porque está fácil, dados os índices de rejeição do presidente interino. Enquanto isso, vai adentrando no discurso de Estado mínimo como solução para crise, que tanto agrada o empresariado e a numerosa e ruidosa classe média.  
 
Qual caminho Hartung tomará em 2018, só será conhecido em 2018. Mas ele e seu seleto grupo político estão criando condições para que ele tenha o maior número de opções possíveis e decida qual o caminho mais seguro a seguir. Até lá, a classe política que se vire para entender suas movimentações, afinal, os fins de Hartung sempre justificam seus meios. 
 
Fragmentos:
 
1 – O governador Paulo Hartung (PMDB) aguardou o momento certo de prestar contas na Assembleia. Com a aprovação das contas do exercício de 2015, ele chega na última sessão antes do recesso por cima. Mas, com uma Assembleia tão mansinha, precisava mesmo de todo esse cuidado?
2 – E com a sessão especial para a prestação de contas do governador, a CPI dos Empenhos deve ser adiada novamente. Aí ou faz extraordinária ou deixa pra depois do recesso. 
3 – O Estado tem dois candidatos a presidente da Câmara: Carlos Manato (SD) e Evair de Melo (PV). Como vão conseguir apoio às suas candidaturas é que são elas. 
 

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