O mês de março ficou marcado pela resposta do movimento social à tentativa de golpe que vem sendo construído pela direita no País. Todo mundo estava pensando que o movimento que vinha sendo construído pela elite havia tomado um espaço que sempre pertenceu à população: a rua. Mas a resposta veio e do mesmo tamanho.
No melhor estilo ação e reação, os movimentos sindicais, os estudantes, as entidades de classe estiveram nas ruas para defender não o governo do PT, mas a democracia. A população parece ter acordado para o perigo que representam as manifestações financiadas pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que não está preocupada com o futuro do País e sim com a manutenção de um sistema desigual e de exploração do capital.
Um movimento que se uniu a uma mídia golpista, que apoiou a ditadura militar e agora quer destituir um governo eleito democraticamente, com base em denúncias irresponsáveis, que atendem aos interesses da elite. Mas essa história não é nova.
Não é a primeira vez que uma minoria tenta impor seus interesses aos da maioria. Desde de Pedro Álvares Cabral é assim. O importante é explorar o que tem, levar tudo e deixar apenas o ônus e a pobreza. Mas agora parece que a história pode mudar.
E é simples entender o porquê da reação. Uma vez tendo conquistado seu espaço no mercado de trabalho, no mercado de consumo, dificilmente a população que ascendeu de uma situação econômica desfavorável, entende que não conseguiria isso se o comando do país estivesse na mão da direita.
Imagine se no momento favorável que viveu o País na última década estivesse nas mãos dos neoliberais? Não haveria mais nada hoje, a situação trabalhista estaria em frangalhos no País. A população começa a entender que a situação que está se tentando criar com o golpe conservador não favorece a população, apenas um grupo, interessando em proteger os próprios interesses em detrimento dos interesses da maioria.
Que seja maior!