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Acorda, CUT!

O movimento sindical vem se articulando nacionalmente para que seja feita a reforma política, com orientação da CUT, orientando a formação de comitês com o objetivo fazer uma Constituinte única para a reforma. No entanto, o Espírito Santo está alheio a este processo, já que nenhuma movimentação é feita localmente.
 
A atual presidente da entidade, Noêmia Simonassi, primeira mulher presidente da entidade no Estado, foi alçada à presidência automaticamente com o afastamento do então presidente, Luiz Carlos Nunes, para concorrer a cargo eletivo. Este fato é incomum, já que em outros casos sempre houve discussão para a indicação da pessoa que substituiria o presidente. A substituição de vacância na CUT é feita por uma discussão política, não de forma automática. Basta tomar como exemplo demais centrais sindicais, que não há nem eleição, mas indicação direta. 
 
Mais incomum ainda é o fato de a presidente ser filiada histórica do PSB e ligada diretamente ao deputado federal Paulo Folleto (PSB). Talvez seja este o motivo de sua apatia no processo político, visto que a CUT no Estado está morta, ou seja, não há movimentação nos comitês.    
 
A reforma é muito importante, já que a participação representantes de grandes empresas, latifundiários e de bancos representam 70% do Congresso Nacional; 9% são mulheres; 8,5% são negros; e menos de 3% são jovens de até 35 anos. Chama a atenção o fato de que este grupo majoritário, em 2008, financiou 86% da campanha eleitoral; em 2010 passou para 91%; e 2012 foi 95%.
 
Não há a possibilidade de haver reforma política quando o Congresso tem todo esse poder econômico e político. Por isso a necessidade de haver uma grande movimentação do movimento sindical – e a CUT tem grande responsabilizado nisto – para que haja a reforma e também para a escolha dos membros da Constituinte. 
 
É preciso que tenha um grupo que não seja ligado aos que agora dominam o Congresso para que este processo seja transparente, como foi o de 1988. Para que isso aconteça, é necessário que o movimento sindical se envolva no processo com mais afinco, principalmente no Espírito Santo. Acorda, CUT!

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