A decisão do Senado, que suspende a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trouxe um alento para a classe política capixaba. A medida mantém a distribuição das vagas como está hoje e se confirmada pela Câmara dos Deputados, vai facilitar a movimentação das lideranças.
Se mantida a Resolução do TSE, o Espírito Santo perderia uma vaga de deputado federal e três de estadual. Parece pouco, mas significaria uma redução de 10% nas duas casas legislativas, e uma elevação do mesmo percentual no número de votos para cada coligação. Com a manutenção do número de vagas, as calculadoras voltam a funcionar e o problema passa a ser exclusivamente a movimentação dos partidos e seus campeões de votos.
O bloquinho, que conta com PRB, PSL, PTC, PTdoB e PHS, ganhou a companhia do PP e namora o PPS. O PR , o PV, o PPS, o PSDB, o PSD, querem vagas na Câmara. Isso sem falar na hidra PMDB, PT e PSB, que na eleição passada tomou metade da bancada.
Além das articulações das siglas, há as lideranças de olho na disputa para federal e que podem desequilibrar o jogo. Isso sem falar nos deputados federais que vão lutar para manter suas cadeiras na Câmara.
Outra coisa que pode trazer um alívio ou uma reflexão para quem vai estar no páreo no próximo ano é o fato de que alguns dos atuais deputados federais podem não disputar, como é o caso de Rose de Freitas (PMDB), que trabalha com a possibilidade de concorrer ao Senado, e Lauriete (PSC), que pode ficar fora da briga se o marido, o senador Magno Malta (PR), disputar o governo no próximo
Mas, independentemente do número de vagas e de quem vai concorrer a eleição proporcional, quem fica e quem pula fora, quem casa com quem e quem apoia quem, a disputa vai ser boa, não só para federal, mas também para a Assembleia Legislativa.
Fragmentos:
1 – O governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung se encontraram na exposição da artista plástica Regina Chulam nessa quarta-feira (23) no museu da Vale, em Vila Velha.
2 – O deputado federal Cesar Colnago (PSDB) tem investido na crítica à política econômica do governo federal. Será que isso se reverte em votos em 2014?
3 – Os deputados federais Carlos Manato (SDD) e Jorge Silva (PROS) andam se estranhando sobre as ideologias de seus novos partidos, mas é melhor superarem isso, porque aparentemente só terão um ao outro em 2014.

