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Além da coligação

Independentemente do número de vagas que estarão em disputa na Câmara dos Deputados no próximo ano, a acomodação das lideranças parece ser uma equação difícil de ser solucionada. O governador Renato Casagrande tem dificuldades em manter o sistema de unanimidade política, que no governo passado definiu a distribuição das vagas antes mesmo de a disputa começar. Socorrendo uns, minando outros, poucas foram as alterações nos planos iniciais do Palácio Anchieta.

Na eleição de 2014, porém, a disputa promete ser bastante diferente. Primeiro, porque há uma profusão de nomes que vão pleitear uma das vagas; segundo, porque se realmente os candidatos tiverem que disputar apenas nove vagas, o quociente eleitoral deve subir substancialmente na disputa do ano que vem; terceiro, porque o cenário nacional pode mexer no posicionamento dos palanques majoritários do próximo ano, o que também influenciará a proporcional.

Mais do que procurar uma coligação que dê condições de eleição para os quadros cogitados para a disputa de 2014, é preciso considerar o quadro atual e a movimentação da bancada capixaba. Parte dos atuais deputados federais pode não se reeleger no próximo ano.

Em 2010, a perna formada por PT, PMDB e PSB abocanhou cinco das 10 vagas. Este ano, sendo duas o PMDB, duas o PSB e uma o PT. Este ano a chapa do PMDB enfraquece, pois não tem mais o governador do Estado e o desempenho dos deputados pode comprometer suas reeleições.

O PSB elegeu dois deputados, um deles, Audifax Barcelos, se elegeu prefeito da Serra, o outro, Paulo Foletto, perdeu a oportunidade de disputar e vencer a eleição para a prefeitura de Colatina e pode ter saído prejudicado desse processo no que diz respeito aos votos de Colatina e região. O PT não deve apostar na reeleição de Iriny Lopes depois da eleição à Prefeitura de Vitória, da qual ela saiu derrotada.

O PDT tem três deputados, mas a prioridade do partido para o próximo ano deve ser a eleição do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal para a Câmara. Lauriete (PSC) tem um capital acumulado com a carreira de cantora evangélica e adotou o discurso de Magno Malta (PR) com quem contará para a reeleição. O cenário é difícil, mas ela pode conseguir se reeleger, mesmo tendo um desempenho na Câmara contestado.

O PSDB é uma incógnita. Hoje o partido está representado pelo deputado federal César Colnago. Para 2014, além de reelegê-lo, o partido ainda teria como meta inflar a chapa com as candidaturas de Luiz Paulo Vellozo Lucas, Guerino Balestrassi e Max Filho. A ideia seria conseguir duas cadeiras, mas se vale a pena queimar quadros para isso, é o que se discute nos meios políticos.

Este é um cenário que não contempla todas as lideranças que têm condições de disputa para o próximo ano. Com o campo bastante congestionado, a expectativa é de que a disputa fique bastante competitiva. Tomara.

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