De um lado a OIT –Organização Internacional do Trabalho – aponta no Relatório de Tendências Mundiais de Emprego, que o número de desempregados no mundo ultrapassará a casa dos 202 milhões em 2013, podendo aumentar, caso a desaceleração da economia agrave.
No Brasil a taxa de desemprego também apresentou aumento no mês de junho, passando para 6%, influenciada pelas demissões na indústria.
Outro aspecto importante apontado neste cenário, é que na busca pela colocação ou recolocação no mercado de trabalho, uma condição vem sendo colocada em concursos públicos específicos e mesmo em empresas privadas. O candidato endividado e inadimplente, ou seja, com o nome “negativado”, não pode tomar posse, a não ser que “limpe o nome”, caso contrário será eliminado .
Se no cenário macro há uma sinalização para o aumento na taxa de desemprego, a situação fica ainda mais preocupante quando verificamos que no mês de julho houve um aumento no nível de endividamento das famílias brasileiras passando para 65,2%, e na inadimplência que subiu também para 21%, o que aumenta ainda mais o risco do adoecimento individual e familiar em função do stress financeiro.
Para os 21% que estão inadimplentes o risco é ainda maior, em função da limitação imposta em alguns concursos públicos e em processos de recrutamento e seleção, reduzindo as chances no mercado de trabalho. Representando um círculo vicioso e temeroso.
Lembrando que uma das causas principais apontadas para o endividamento é a alteração na renda pessoal ou familiar proveniente, principalmente, do desemprego somada a falta de reserva para enfrentar momentos de crise.
A conjuntura acende o alerta vermelho!
É imperioso que se adote ou reforce medidas, tais como: organizar o orçamento familiar, conter e cortar os gastos, evitar compras parceladas, procurar novas fontes de renda e formar reserva para enfrentar tempos de “chuvas e trovoadas”, prevenindo assim a saúde pessoal e familiar.
A prevenção é e sempre será o nosso melhor remédio.
Ivana Medeiros Zon é assistente social, especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira.
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