
Mal começou o segundo turno e a batata do deputado estadual Amaro Neto (SD) já está assando. Além de não conseguir agregar apoios, o candidato a prefeito em Vitória ainda corre risco de perder quem estava no seu arco de aliança. O PSD de Vitória divulgou nota manifestando repúdio e insatisfação ao tratamento dado ao partido pela campanha de Amaro, de total isolamento. Assinada pelo deputado estadual Enivaldo dos Anjos, diz que o PSD não foi convidado em nenhum momento a participar do primeiro turno na majoritária, seja com opiniões ou direcionamentos de marketing eleitoral. O partido revela ainda inconformismo com a estratégia montada na proporcional, oferecendo ao PSD apenas quatro candidaturas, enquanto o Partido da Mulher, de pouca expressão, levou nove, “sendo que sete tiveram apenas 750 votos, prejudicando a eleição de Luisinho [SD], além de quase não conseguir legenda”. A polêmica será debatida pelo partido em reunião na próxima segunda-feira (10), com ameaça da retirada do apoio. Se o grupo de Amaro Neto não correr atrás do prejuízo, vai acabar mesmo naquela de “todos contra um”. Resumindo: final de semana promete!
Aliado só no nome II
As críticas do PSD remetem ao coordenador de campanha e assessor há anos de Amaro, Jeferson Ferreira – o Jefinho -, e ao deputado federal Carlos Manato.
Em campo
Dispensar lideranças como o próprio Enivaldo e o chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos, conhecido por suas articulações políticas, não parece, de fato, lucrativo. No caso de Enivaldo, tem ainda outra questão, ele já se movimentava na eleição como candidato a prefeito, mas desistiu por não agregar apoios, decidindo por Amaro.
Sem força
Sobre a proporcional, a coligação conseguiu fazer apenas Mazinho (PSD), sobrinho de Enivaldo. Já Luisinho, que é do SD, conquistou 2.693 votos e não entrou. No PMB, apenas Capitão Assumção obteve votação considerável, com 1.739, mas também ficou a ver navios. Os demais foram abaixo de 500, com os últimos quatro, todos do PMB, entre apenas 24 e 53 votos.
Passagem
O PMB, para quem não se lembra, foi o partido em que Amaro se filiou depois que deixou o PPS. Logo pulou para o SD, de olho na disputa em Vitória.
Memória curta
E Lelo Coimbra (PMDB)? Decidiu mesmo pelo apoio a Luciano! Para quem até outro dia atirava com força no prefeito, a contradição é gritante.
Luciano x PH
Os debates sobre o segundo turno em Vitória ganharam as redes sociais. Ponto que chama atenção: na falta de empatia em relação a Luciano e também a Amaro, há uma tese que vem se consolidando em benefício do prefeito, principalmente entre os eleitores de esquerda. Optar por Luciano para, assim, evitar os interesses do governador Paulo Hartung (PMDB).
Segue…
É que, embora Hartung não declare nem faça campanha, Amaro é apontado como seu candidato. E Luciano, como se sabe, passou a vida estendendo tapete vermelho para Hartung, mas os ex-aliados viraram adversários. Pela vontade do prefeito, o rompimento já seria mágoas do passado, mas não para o governador. Luciano é alvo declarado.
Pitaco
Caso procedam, mesmo, os motivos citados no jornal A Gazeta desta sexta-feira (7) para justificar a troca de comando da campanha de segundo turno do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) agora “ataca” de marqueteiro, é isso? Ai, ai…
Reprovado
No primeiro teste para provar seus conhecimentos na área, o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Roberto, deixou a desejar. É o que comentam aqueles que assistiram à prestação de contas da pasta na Assembleia Legislativa realizada nessa terça-feira (4). Quem sabe na próxima!
Nas redes
“A conjuntura da campanha levou nossa população a se manifestar pelo voto útil em benefício do candidato Luciano Rezende, que acumularia, em tese, melhores condições contra a incerteza de uma candidatura lastreada apenas no ambiente de desgaste da política tradicional”. (Lelo Coimbra – PMDB – no Facebook).
PENSAMENTO:
“A diferença entre a galinha e o político é que o político cacareja e não bota o ovo”. Millôr Fernandes

