
O governador Renato Casagrande de um lado, seu antecessor Paulo Hartung de outro, e a situação dos parlamentares do PMDB permanece pra lá de complicada. Numa aliança com Casagrande, o que parece cada vez mais distante, os deputados do partido se mantêm no mesmo sistema eleitoral que o elegeram e têm chances de fazer o maior número de cadeiras– hoje são sete na Assembleia Legislativa. Fora desse campo, porém, o cenário fica inviabilizado. O tamanho da bancada dificulta a acomodação. O que vão arrumar com o PT, por exemplo? Se o partido for sozinho com a candidatura de Hartung, as candidaturas também não vingam. Enquanto isso, o PMDB segue dividido. Um grupo, puxado pelo deputado estadual Marcelo Santos, defende a manutenção da aliança com Casagrande até debaixo d’água. O outro, que tem Paulo Roberto e Lelo Coimbra na cabeça, quer a candidatura própria, mesmo sabendo que trará prejuízos na proporcional. O quadro eleitoral, que foi acelerado para a maioria, continua amarrado para os parlamentares do PMDB, pois dependem do ex-governador. Ou seja, terão que esperar sentados. E, provavelmente, sem dormir.
Amarrados II
Nessa vai-não-vai, já tem gente do grupo dos puxa-saco, que estava atirando para cima de Casagrande, aliviando o peso da mão. Confiar no ex-governador é aquilo: garantia zero.
Repeteco
Por falar em Marcelo, ele defende nas redes sociais que ocorra no Estado o mesmo movimento registrado em nível nacional: dissidência dentro do PMDB para declarar apoio ao candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos. Ah, Ricardo Ferraço estava lá, na reunião que rolou em Brasília.
Preço alto
Lideranças políticas avaliam que o insucesso da deputada federal Rose de Freitas (PMDB) nesse projeto de disputar o Senado pode lhe custar o capital político que conquistou entre os prefeitos durante seus mandatos na Câmara. E que sempre teve como ingrediente a mais o embate com Hartung.
Representativo
Embora aliados do ex-governador tentem minimizar o apoio de 56 prefeitos à candidatura à reeleição de Casagrande, a iniciativa tem peso. E incomoda.
Liderança
Outra tentativa, desta vez da imprensa corporativa, que não teve eco nos bastidores foi desqualificar o prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV), que liderou o movimento. Papel dele no processo foi visto como capacidade de articulação.
Cadê?
Se era por falta de “gancho” ou inspiração, não tem mais desculpa. Os deputados estaduais Gilsinho Lopes (PR) e Euclério Sampaio (PDT) estão diante de um motivo e tanto para finalmente retomarem o caso do posto fantasma de Hartung. Fizeram tanto barulho com denúncia e sugestão de CPI e agora só sobrou o silêncio? Elementos não faltam.
Cadê II?
A denúncia do ESHoje está aí para mostrar. O escritório de negócios Éconos, de Hartung e seu ex-secretário José Teófilo, recebeu dinheiro para prestar consultoria à concessionária Rodosol e empresas do grupo, entre elas a Construtora Arariboia, que executou as obras do posto. Querem mais motivo ainda, nobres deputados?
Levou
O vencedor da concorrida disputa pelo título de cachoeirense ausente deste ano é o professor João Eurípedes Franklin Leal, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Eleição foi realizada nessa quinta-feira (8), na Câmara de Vereadores. A homenagem será no dia 29 de junho, durante a festa do município.
140 toques
“Dilma, a rejeitada – parte I – (obs.: não é novela do SBT): conforme o Data Folha, publicado hoje [sexta, 9], 58% gostariam que Lula fosse o candidato do PT”. (Roberto Beling – articulador da Rede no Estado – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Há duas razões para qualquer coisa: a boa razão e a razão verdadeira”. Winston Churchill

