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Antes nunca do que tarde

As entidades sindicais não observaram a pauta nacional de reivindicações, fazendo um movimento panfletário, na última quinta-feira (11), durante a greve geral, em que só se via a questão econômica. Os sindicatos cresceram com o auxílio do PT, em uma época em que o próprio movimento sindical lutou pela existência de um partido, para defender os trabalhadores institucionalmente e de uma central sindical, para unificar as conquistas no Brasil e no mundo.   
 
Naquela época existia uma pauta que contemplava o interesse econômico e as políticas sociais. O movimento de rua foi uma conquista que abrangeu toda a sociedade e os trabalhadores conquistaram boa parte dos benefícios através de manifestações na rua. A classe empresarial – o capitalismo – conseguiu domar os dirigentes sindicais a se aterem apenas aos interesses econômicos, deixando a pauta social de lado. No passado havia, nas centrais sindicais, o conceito de concepção e prática, treinamento dado continuamente aos dirigentes que tinha o objetivo de instruir o dirigente para que ele trabalhasse nas questões das políticas públicas. 
 
No momento atual, o povo voltou à rua com um pedido do passado, que é moralidade nos Poderes, melhores condições de vida e de trabalho, melhorias nos transportes, combate à corrupção, pautas que sempre foram a raiz do movimento social e trabalhista, do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 
 
No entanto, os sindicatos foram à rua na última quinta-feira (11) e sequer lembraram da pauta nacional, que é exatamente o que o povo pede nas manifestações. Nenhum discurso trouxe a pauta das ruas, reformas políticas, sindicais e no judiciário; reforma tributária e inúmeras outras que devem ser feitas para a melhoria da sociedade. Os discursos eram meramente econômicos. É possível notar que até mesmo os empresários pararam na última quinta-feira, com parada total do sistema de transporte, dificultando até mesmo a ida das pessoas que queriam aderir ao movimento.
 
Antes da manifestação da quinta-feira, a coluna achava que era tarde, mas “antes tarde do que nunca”, mas após a manifestação realizada na semana passada, a coluna mudou de ideia, “antes nunca do que tarde”, já que não passou de uma manifestação panfletária, uma campanha de candidatos para 2014. Acordem dirigentes!

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