A movimentação das lideranças políticas do Estado começa a se pautada nas pesquisas do Instituto Futura, que vêm sendo divulgadas pelo jornal A Gazeta. Com os números das pesquisas, as lideranças começam a preparar o campo de pesquisa e com uma antecipação ímpar, vão se colocando os nomes que vão comandar os municípios a partir de 2017.
É o retorno a uma dinâmica que foi muito explorada nos oito anos do governador Paulo Hartung de decidir as eleições na mesa. Seus principais aliados loteavam as prefeituras, no sentido de definir quem irá e quem não irá para o páreo, passando por cima, muitas vezes, do interesse partidário.
Na Grande Vitória, por muito tempo, um grupo de lideranças políticas definia a disputa nos principais municípios. A pesquisa entra neste jogo para a influência do eleitorado, definindo os candidatos favoritos, guiando o caminho até as urnas.
O governador ganha com isso a legitimação de sua presença como a grande liderança política do Estado. É o retorno da política de grupo, que fortalece os candidatos que são aliados do peemedebista. Não que isso não tenha acontecido no governo Renato Casagrande (PSB), mas é preciso lembrar que Hartung nunca esteve ausente dessas movimentações nos quatro anos do governo socialista.
Ele também influenciou as articulações neste período e teve vitórias importantes, embora tenha acumulado derrotas simbólicas, como em Vitória, com a eleição de Luciano Rezende (PPS), na época apoiado por Renato Casagrande, contra Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que teve Hartung em seu palanque.
Agora, Luiz Paulo aparece como o bicho-papão da eleição em Vitória e Guerino Zanon (PMDB), com o franco favorito em Linhares, embora não se saiba se o peemedebista vai conseguir reverter na Justiça a rejeição de contas pela Câmara de Vereadores do município.
Depois de uma disputa dura com Casagrande em 2014, da qual saiu vencedor, mas com sérios arranhões em sua imagem. Por isso, a eleição de 2016 é tão importante para que ele se legitime como líder político absoluto e tentar enterrar de vez o fantasma de Renato Casagrande.
Fragmentos:
1 – Dois meses depois de chegar à Assembleia e causar muita confusão, o projeto Escola Viva finalmente tem um conteúdo para mostrar. O secretário de Educação se reuniu com o presidente do Legislativo para entregar um caderno com a metodologia do projeto.
2 – Mas Haroldo Rocha não foi sozinho à Assembleia. Com ele estavam representantes da ONG Espírito Santo em Ação, parceiros do governador Paulo Hartung de longa data.
3 – Na Assembleia, o projeto ganha cada vez mais apoios, mostrando que o grito da sociedade não adiantou. Os deputados estão dispostos a passar por cima das inúmeras queixas para agradar o governador.

