Na próxima semana o PSB, do governador Renato Casagrande inicia uma rodada de conversas com os partidos para iniciar o processo de acomodação para a eleição de outubro próximo. Mas o PSB não é o único partido que vem buscando movimentações.
O PMDB já se reuniu para jogar nos meios políticos um pouco mais de gelo seco, dizendo que não tem medo de ficar isolado. O bloco que de oito partidos se reúne na segunda-feira (27) para discutir o apoio declarado de três deles ao governador.
A previsão de que as conversas entre os partidos se intensificariam a partir de fevereiro, pelo jeito, não se confirmou e as articulações se iniciaram ainda em janeiro. Mas ainda há muita fumaça a ser dissipada antes de se ter uma ideia clara sobre como será o desenho eleitoral deste ano.
O cenário vem mudando muito desde o ano passado. A ideia inicial era de que haveria quatro palanques: um do governador Casagrande, um do PMDB, ou com o ex-governador Paulo Hartung ou com o senador Ricardo Ferraço; outro com o senador Magno Malta (PR) e ainda um quarto com ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, pelo PSDB.
As movimentações nacionais entre PSDB e PSB podem tirar o palanque tucano ao governo no Estado e no PMDB as incertezas são muito grandes. Os indícios de recomposição do núcleo PMDB, PSB e PT ainda são imensas, mas isso caminha no sentido de o ex-governador não disputar, ainda não se anula a possibilidade de o PMDB ter um palanque próprio.
E o PR. Para parte dos meios políticos, o senador Magno Malta está no páreo e esperando o momento certo para se posicionar. Mas o silêncio no grupo é ensurdecedor. E nessa discussão toda fica a dúvida sobre o caminho do PDT. Com o aval do presidente do partido, Paulo Lupi, para que a sigla converse com Renato Casagrande. O PDT vira o foco dos holofotes, já que é forte e não tem cabeça de chapa. Pelo jeito as conversas devem ser longas neste final de janeiro.
Fragmentos:
1 – Nessas conversas dos partidos, as proporcionais devem tomar conta das mesas. Muita gente, pouca vaga, possibilidade de alto índice de votos brancos e nulos. Enfim, tem muita coisa para ser acertada.
2 – Evidentemente as discussões são feitas com um olho no cenário estadual e outro no cenário nacional. Tudo que for conversado aqui pode ter de ser submetido às cúpulas.
3 – Com a expectativa de uma disputa presidencial muito acirrada, o Espírito Santo que sempre correu solto por causa do pequeno eleitorado, agora ganha uma importância inédita e todo cuidado é pouco.

