No último dia 27 de maio, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas foi para a frente da Petrobras, em São Paulo, para falar de um ponto muito caro ao movimento sindical. Entre 1 e 7 de setembro acontece a campanha de captação de votos do plebiscito pela reforma política. Segundo o presidente da CUT, mais de 400 comitês já foram criados no Brasil para buscar votos nos 27 entes federado. Mas na CUT Espírito Santo o assunto é desconhecido. Ninguém nunca ouviu falar.
É mais um exemplo de como a Central no Estado está em descompasso com o ritmo do movimento sindical no restante do País. A reforma política é um ponto de extrema necessidade e grande desafio para o movimento. A partir da pressão do movimento, pode se mudar o jeito como é organizado o processo político-eleitoral no Brasil, tornando mais justa a disputa pelo poder.
A Central deveria estar voltada para os cursos e formação política para angariar mobilizar a população para participar do plebiscito, mas a preocupação local parece focada na pauta remuneratória, inflando as greves e no processo eleitoral de outubro. A discussão mais profunda do processo político fica prejudicada.
Enquanto o trabalhador não entender que o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político é a única chance de a população poder influir direto no poder decisivo do País, a situação continuará calamitosa. A classe política atual não tem interesse qualquer em mudar as regras do jogo, até porque ela pode sair diretamente prejudicada, por isso, a chance é essa.
Mas é preciso estar preparado para opinar. Daí a importância da Central nessa discussão. Cabem a ela dar a orientação ao trabalhador, criar o comitê no Estado, promover os cursos de formação política e criar os espaço de debate, de preferência de portas abertas, buscando espaço em associações de moradores, igrejas, escolas, enfim, onde houver espaço de discussão com o trabalhador e sua família.
A hora é essa, mas o movimento sindical, pelo menos no Espírito Santo, está a ver navios.

