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Área de risco

O deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) formalizou a criação de mais uma CPI na Assembleia, desta vez para investigar as despesas da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) que teriam sido realizadas sem a existência de empenho. Com esta comissão, ele soma participação em três investigações, em que assumirá o papel de franco-atirador e escudo do governador Paulo Hartung (PMDB), seu ex-adversário e agora principal aliado político. Assim como na CPI do Sistema Transcol e do Pó Preto, Euclério terá a missão de direcionar as investigações para desconstruir a imagem do governo Renato Casagrande (PSB). Só que, no caso do empenho, tem um detalhe. Até agora, fracassaram as tentativas de sustentar a tese de irregularidades, necessária para levar adiante a estratégia de criminalizar o governo socialista. Inclusive, as auditorias realizadas nas secretarias de Agricultura e Casa Militar acabaram em revés. O caso da Saúde merece atenção especial dos aliados de Hartung, pois o governo trata a área como o maior montante de despesas sem empenhos, quase R$ 155 milhões, de um total de R$ 295,96 milhões, número que já foi bastante explorado pelo governo para fazer seu escarcéu. Qualquer conclusão diferente disso, será mais do que um tiro no pé do governo Hartung. Euclério, portanto, que se vire. Missão dada…

Última

Com essa comissão, a Assembleia bate o teto de cinco CPIs. Todas elas, provavelmente, sem conclusão para três meses. Ou seja: os assuntos vão render. E a intenção é exatamente esta.

Passou o trator

O mercado político comenta atos de exoneração desta segunda-feira (6) na Secretaria de Estado da Agricultura. Embora apareçam como “a pedido”, são considerados represálias à divulgação da auditoria no Diário Oficial do Estado, sem prévia informação à Secretaria de Controle e Transparência (Secont), comandada por Marcelo Zenkner.

Nomes

Foram exonerados dos cargos Carlos Luiz Tesch Xavier (subsecretário para Assuntos Administrativos), Márcio Araújo Passos (gerente de Infraestrutura, Obras e Serviços Rurais, e Paula Giacomin Cani (assessora especial nível IV). Carlos Xavier, no caso, seria quem instituiu a comissão da auditoria.

Reação em cadeia

Movimento iniciado nas redes sociais – ainda sem anunciar data – convoca os capixabas a irem para as ruas contra os cortes do governo Hartung na educação. “É hora de dar um basta a tanto desrespeito”. A lista de críticas é extensa e já recebeu muitos compartilhamentos no Facebook. A ideia é chegar, também, nos cortes nas áreas de saúde e mobilidade urbana.  Segura mais essa, governador!

Reação em cadeia II

Só na educação, olha quanta “prioridade” de Hartung: fechamento de salas de aula; municipalização silenciosa do Ensino Fundamental; fim da formação de professores; implantação autoritária do Escola Viva; merenda precarizada e terceirizada; direção escolar indicada, sem eleição direta; não cumprimento de leis do Piso Salarial, Plano de Carreira e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; e nenhum reajuste salarial dos servidores públicos.

Retorno

O superintendente de Saúde de São Mateus, Fabiano Marily, foi redesignado para ocupar o cargo de diretor-geral do Hospital Roberto Arnizaut Silvares, em ato publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) nesta segunda. Ele entra no lugar de Ana Francisca Gonçalves da Cruz, nomeada após o assassinato do então diretor, o professor Valdenir José Belinelo. Marily já havia passado pelo cargo, antes de Belinelo.

Bolada

A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) publicou quatro atos de contratação por dispensa de licitação, que destinam nada menos do que R$ 22,4 milhões a apenas duas empresas de vigilância patrimonial, Plantão Serviços de Vigilância Ldta (R$ 13,3 milhões) e Security Vigilância Patrimonial Ltda.

Bolada II

Esse montante todo é somente para o prazo de seis meses de serviços, descritos como “vigilância patrimonial nas dependências externas da Unidade Central, Superintendência Regional de Educação e das unidades escolares”. Nada mal, hein?!

Porta-voz

Tem bronca na área de auditoria fiscal da Prefeitura de Vila Velha. Notícias da Rádio Corredor dão conta de que o subsecretário de Receita, Mário César Piumbini, servidor de carreira, já não estaria agradando mais à cúpula da gestão de Rodney Miranda (DEM). Motivo: tem defendido direitos dos auditores, que tiveram sua atuação limitada no município.

Nas redes

“Por que será que capixaba não se indigna com isso também?” (André Luiz Moreira – PSOL – sobre os cortes do governo Hartung na educação – no Facebook).

PENSAMENTO:

“Não existe político barato”. Curtis L. Johnson

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