Em oito de setembro de 2000, durante a Cúpula do Milênio, os membros da ONU estabeleceram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio-ODM, um Plano Global de Desenvolvimento cujo prazo para o cumprimento se encerra em 2015.
São oito grandes metas: 1) Erradicar a extrema pobreza e a fome, 2) Atingir o ensino básico universal, 3) Promover a igualdade ente os sexos e a autonomia das mulheres, 4) Reduzir a mortalidade na infância, 5) Melhorar a saúde materna, 6) Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças, 7) Garantir a sustentabilidade ambiental, 8) Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
O Brasil conseguiu atingir praticamente todas as metas e até superou muitas das metas previstas.
As Metas do Milênio, definidas pela ONU, foram assumidas por em 189 países.
O Brasil se tornou referência mundial no cumprimento das metas, porque conseguiu o envolvimento nas tarefas compartilhadas entre os entes federados União, estados e Municípios.
Quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003, os indicadores estavam muito distantes das Metas do Milênio, mas passaram ser considerados centrais nas políticas de governo, que foram compartilhadas com a sociedade civil e alcançando a municipalização o que assegurou condições para o sucesso alcançado.
O tema da Fome no Brasil já vem sendo tratado há muitas décadas, o cientista Josué de Castro, uma das maiores autoridades do mundo sobre este tema, apontava as razões da fome no Brasil e no mundo.
O Brasil se tornou referencia internacional na redução das desigualdades sociais e no cumprimento das metas do milênio a erradicação da fome foi á primeira meta do milênio a ser alcançada.
Devemos reconhecer que mesmo com as conquistas realizadas, nosso país continua com muitas desigualdades sociais, frutos de séculos de exclusões e abandono. O cumprimento dos objetivos do desenvolvimento do Milênio não seriam alcançados sem a imprescindível parceria e a mobilização da sociedade civil que impulsiona e pressiona os gestores nos três níveis no sentido da efetivação as metas.
Nenhuma politica será plenamente exitosa se não se conseguir as parcerias necessárias. Somos um país com dimensão continental, com mais de 200 milhões de habitantes, num estado federado, onde União, estados e municípios com autonomia realizam suas diversas políticas publicas como tarefas compartilhadas.
Os gestores precisam definir planos bem delimitados em suas ações e competências que são locais (municipais) e universais ao mesmo tempo. Além dos recursos, é essencial construir uma agenda de compromissos e metas para melhorar os indicadores sociais.
O Brasil tem avançado nas politicas públicas e por isto é reconhecido internacionalmente, mas reafirmamos, temos que avançar muito mais, pois as desigualdades ainda são grandes e dependerá de esforço coletivo para superação destas gritantes diferenças econômicas sociais e culturais que ainda persistem.