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Aspectos essenciais

 
 
É mais do que óbvio que o ingresso do ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga no PSD atende a uma estratégia do governador Paulo Hartung (PMDB), por não confiar nas possibilidades de reeleição de Rodney Miranda (DEM).  Neucimar é altamente competitivo, independente de quem concorrerá. Incluso o também ex-prefeito e atual deputado federal, Max Filho (PSDB).  
 
Já em Vitória, o governador também entrou em campo e o jornal A Gazeta colocou no centro da discussão a sucessão de Luciano Rezende (PPS), com uma daquelas pesquisas do Instituto Futura que correspondem sempre às estratégias de Hartung, e ainda com o velado intuito de pautar as demais eleições municipais.
 
Esses dois quadros acima são incentivos ao exame da montagem que anda fazendo PH para assegurar-lhe uma forte base partidária já agora, nas eleições municipais (2016), com segurança para reeleger-se em 2018. Se esse for realmente seu objeto político final.  
 
O PSD que Neucimar acaba de buscar como abrigo para disputar à Prefeitura de Vila Velha, PH já tomou posse, ao colocar na sua presidência o ex-deputado federal José Carlos da Fonseca Júnior. Somando-se ao controle que já detém do PMDB, do PSDB, do PT, do PDT, pode ficar também com o da Rede Sustentabilidade, caso realmente o prefeito Audifax Barcelos (PSB) ingresse nele, como parece mais do que acertado.    
 
De fora mesmo, vão ficar o PSB e o PPS (em processo de fusão). Mesmo assim, PH vai ainda fazer alguns ninhos dentro deles, a exemplo do atual prefeito de Cariacica, o Juninho, do PPS. Os demais partidos, médios e pequenos, a via de opção será para PH ou Renato Casagrande (PSB). 
 
Dá para enxergar que tudo acaba no confronto entre PH e Casagrande. Daí a pressa de Hartung de tomar a maioria dos partidos, deixando Casagrande praticamente com a companhia do PPS, de Luciano Rezende. O PSB, mesmo anexado ao PPS, além de frágil em Vitória, ainda vai perder o vereador Serjão Magalhães, que pretende achar um partido para candidatar-se à Prefeitura de Vitória. 
 
A reeleição de Luciano vai depender do poder de transferência de voto de Casagrande. Invertendo uma situação desnecessária e imprudente, pois o candidato à prefeitura deveria ser o ex-governador, com o prestígio da última disputa para o governo do Estado e os votos conquistados em Vitória. 
 
Mas não é isso que está para ocorrer. Luciano que ser candidato apesar da condição adversa que se encontra. Vai dar ao luxo de PH cercá-lo de candidatos potencializados para vencê-lo com certa segurança. 
 
Lembrando que o PT deverá também integrar no esquema de PH nesta busca pela Prefeitura de Vitória. Embora muito mal no país inteiro, inclusive no Estado, em Vitória fincou bases fortes e ainda lhe resta um capital de 30% dos votos. 
 
Ao insistir com a candidatura de Luciano, até o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) vira concorrente forte. Já em relação a César Colnago (PSDB) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), só acidentes de percurso impedirão a vitória de um deles. 
 
PENSAMENTO:
“Entre os professores e os eruditos independentes existe um  certo antagonismo, que talvez possa ser esclarecido pela comparação como aquele que existe entre os cães e os lobos”. Arthur Schopenhauer     

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