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Ataque e defesa

Ao mesmo tempo em que coloca a turma do bochicho na rua para disseminar a ideia de que vai disputar o governo do Estado no próximo ano, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) atua para garantir que um aliado de primeira hora permaneça na Assembleia para atuar como advogado de seu governo, caso alguma pedra seja direcionada para sua vitrine.

Não que Hartung vá mesmo disputar o governo do Estado, seria preciso uma bomba no colo de Renato Casagrande para que o governador não tente a reeleição, e isso Hartung não tem. Muito pelo contrário, os comentários nos meios políticos são de que se alguma bomba for estourar, vai ser para o lado do grupo do ex-governador.

Diante da possibilidade de vir a enfrentar alguma bronca no Judiciário, ele já estaria se prevenindo. A ideia de jogar seu nome no mercado, além de aumentar sua cotação, blindaria sua imagem, dando margem à interpretação de perseguição política.

Mas ainda persiste a preocupação de que o retorno de Euclério Sampaio (PDT) à Assembleia possa trazer o governo Hartung para a mesa de análise, bem como a possibilidade de o ex-governador Max Mauro (PTB) vir a entrar no Legislativo, caso José Carlos Elias (PTB) não consiga manter na Justiça seu mandato. 

 

Neste caso, é importante manter o aliado de última hora no plenário para a defesa do governo. Daí a insistência do ex-governador em manter Paulo Roberto (PMDB) na Casa. Por isso houve pressão em cima do presidente Theodorico Ferraço (DEM) para que ele desse posse ao peemedebista, mesmo sabendo que a cadeira não lhe pertencia.

E por isso, a movimentação para que Olmir Castiglioni (PSDB) não assuma a cadeira. Hartung sabe que Paulo Roberto é o único com condição de conter os ataques que podem ser feitos ao governo. Foi líder de Hartung, chegou à Assembleia por meio de uma manobra para tirar da vaga Jardel dos Idosos, e agora retornaria com sua fidelidade canina para defender o governo de seu grande aliado.

Fragmentos:

1 – Na próxima semana, quando o Congresso Nacional retornar do recesso parlamentar, a discussão sobre as novas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE) deve entrar em discussão na Casa.

2 – Embora as lideranças capixabas não estejam dando muita atenção ao tema, é preciso muito cuidado. Se a regra de distribuição incluir o PIB como regra, o Estado pode perder muito dinheiro.

3 – A disputa pela vice-presidência da Assembleia está esquentando. Mas se os interessados estão de olho nas broncas de Ferraço, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Se tiver que vender o mandato, vai vender caro.

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