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Até quando?

Estamos de luto! A família brasileira está em luto! A sociedade como um todo está em luto! A barbárie está se tornando cada vez mais comum, a homofobia assume aspectos mais assustadores. Estamos perplexos ante a morte do menino Peterson de Oliveira, com apenas 14 anos, que foi agredido na escola do interior de São Paulo por ser filho de pais gays.
 
Um estranho silêncio ecoou pela bancada política-evangélica-fundamentalista no Congresso, mas nós aqui gritamos a pergunta: ONDE ESTÁ O PROJETO ESCOLA SEM HOMOFOBIA? Que deveria orientar os professores para trabalharem o bullying homofóbico dentro das salas de aulas, que visava a coibir a violência física e psicológica que agride um grande número de adolescentes, promovendo evasão escolar, torturas e suicídios.
 
Cadê a cara de Bolsonaros, Felicianos, Malafaia e Maltas agora? Eles são os culpados pelo atraso na construção de uma educação mais humana e saudável. Em nome da religião pregam o ódio, o preconceito e a segregação que forjam e fortalecem mentes frágeis e facilmente levadas ao fanatismo e a intolerância.
 
As diversidades, em especial a religiosa e a sexual, vitimas constantes desses arautos do apocalipse, que usam o oportunismo e a velhacaria para que através da cargos políticos legislativos (conseguidos à custa do voto das ovelhas obtusas e tomadas pelo fanatismo), são as que mais sofrem seus ataques, por abrirem as mentes para a pluralidade do coletivo e se destacarem no debate da construção de uma sociedade mais equânime e indulgente com as minorias.
 
O adolescente de Ferraz de Vasconcelos (SP), após ser espancando pelos seus colegas por ter sido adotado por uma casal de gays, foi levado inconsciente ao hospital da região com hemorragia cerebral e parada cardiorrespiratória, onde veio a falecer. Ele já vinha há algum tempo sendo perseguido por um grupo de “colegas” da escola, sofrendo bullying e sendo ridicularizado. No dia da agressão maior, foi cercado e recebeu socos e pontapés, conseguindo escapar, fugiu para a sala de aula onde desmaiou em seguida.
 
A secretaria da escola disse não saber o motivo da briga, mas a prima de Peterson disse que tudo já havia sido denunciado, e nenhuma providência fora tomada para a proteção do aluno. A policia da cidade está tentando desqualificar a ocorrência, alegando que a tragédia foi o resultado trágico para uma briga “normal” entre turmas de estudantes.
 
Mais uma vez a homofobia se esconde atrás do moralismo e da falta de informação condescendente com o crime, que evita assim a construção de políticas publicas capazes de coibirem os delitos provocados pelo ódio e pelo preconceito.
 
Até quando vamos ter de suportar a falsa religiosidade desses parlamentares que só visam seus próprios interesses, e não tem escrúpulos em adulterar, em falsear, transformando o altruísmo da religião em altar escuso de ódio e preconceito. Até quando ?
 

Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil”, pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: [email protected]

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