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Até quando?

Pelo segundo dia consecutivo o pedido de urgência do líder do governo a um projeto de cessão de policiais militares não obteve quórum para ser votado na Assembleia. O líder do governo Gildevan Fernandes (PMDB) bem que tentou, mas não conseguiu o voto que faltava para garantir a aprovação da urgência.

A movimentação é um recado para o governo, mas qual recado? A primeira opção é de que os desgastes trazidos com essa guerra travada entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e a Política Militar tem afetado os deputados e por isso eles estariam receosos em atropelar qualquer discussão.

Mas dada a insistência do líder em buscar o voto que faltava, sem sucesso, há também a impressão de que sua movimentação não tem mais efeito com os deputados. A articulação está cada dia mais complicada. O perfil intransigente do líder tem dificultado o diálogo.

Há um grupo de oposição na Assembleia que tem feito obstrução. Isso é fato, mas o líder não estava conseguindo mobilizar um que faltava da base. São sete na oposição, logo a base do governo ainda garante as aprovações que o governo precisa. Disso, apreende-se que há um problema na base.

Com a eleição do vice-líder do governo, Erick Musso (PMDB) para a presidência da Mesa Diretora da Assembleia, o plenário acreditava que esse seria o indício de uma mudança que já era esperada pelos deputados. Acreditavam que o governador iria mudar o líder do governo. Mas isso não aconteceu, ele indicou Jamir Malini (PP) e manteve Gildevan na liderança.

Outro ponto que está começando a incomodar no plenário é o fato de o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, estar dando um gelo nos deputados, ultimamente. O secretário que vinha com cadeira cativa na Casa, agora não está mais atendendo telefones, para conversar com os deputados sobre suas dúvidas.

Por tudo isso, a situação do líder está cada vez mais complicada e não se sabe por quanto tempo o Palácio Anchieta vai bancar sua permanência no cargo. Hoje a impressão é que se balançar, Gildevan cai.

Fragmentos:

1 – O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, está prestes a passar por uma prova de fogo. No próximo dia 5 de abril, às 18h30, o Sindicato dos Servidores Municipais realiza uma assembleia. Em pauta estão: reajuste salarial e ticket alimentação, reforma do plano de cargos e salários, entre outros assuntos.

2 – A ideia que se espalha nos meios políticos é de que o governo do Estado tem feito entregas apenas de obras que foram iniciadas no governo passado. Não há novos investimentos até aqui.

3 – O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), não está disposto a entrar em bola dividida. Vem passando ao largo dessa discussão da Amunes, não foi no encontro com o presidente Temer, não participa de encontros com o governador Paulo Hartung.

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