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Atropelo à democracia

A passividade do movimento sindical diante dos atropelos à Constituição de 1988 que vem acontecendo nos últimos anos no Brasil pode ser explicada por uma visita ao passado. Os ministros que compõem hoje o Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram, em sua maioria, origem no movimento sindical.

Ao chegarem à corte máxima, porém, mudaram suas atitudes em relação a todas as lutas que tiveram até essa ascensão. Decisões, após decisões, vemos uma mudança no comportamento dessas lideranças. Mas isso não acontece apenas no Judiciário. O número de parlamentares e chefes de Executivo que são oriundos dos meios sindicais e que hoje atuam contra o trabalhador é grande.

A falha vem do próprio meio sindical, que ao formar uma liderança espera dela uma atitude, sem cobrar, sem subsidiar. Mais do que criar condições para garantir uma vaga na política institucional, é preciso saber o que fazer com essa vaga. Mais que uma pessoa, o mandato deve ser coletivo, defender os interesses dos trabalhadores.

Quanto ao judiciário, é preciso saber o que acontece no momento em que um tocado aceita se submeter apenas à letra fria da lei, sem observar todos os detalhes que compõe o caso que vem a ser julgado. Não se pode julgar uma questão política, sem avaliar todos os interesses políticos envolvidos no tema julgado.

Por essas e outras, observa-se a falta de equilíbrio na discussão da Lava Jato, por exemplo, que é escancaradamente direcionada para atingir apenas um partido, um projeto político, sem evidências, apenas com indícios. Mas quando os indícios são para outros partidos, são excluídos, não interessam. Se não interessa, a Justiça está sendo parcial.

E o que dizer da Ordem dos Advogados do Brasil, que caminhou de braços dados pela democracia e hoje atua de forma cega diante da falta de equilíbrio nas acusações que tem objetivo claro de tomada de poder. Se as lideranças que foram forjadas no meio sindical, hoje atuam contra a democracia, é hora de repensar o caminho trilhado até aqui. É hora de identificar onde foram cometidos os erros e aprender para que no futuro, a democracia não seja traída pela própria democracia.

É hora de mudar!

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