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Barbas de molho

O prejuízo político maior trazido pelas manifestações de junho e julho do ano passado, ficou evidentemente com o Legislativo. O governador Renato Casagrande e a presidente Dilma Rousseff conseguiram recuperar seus capitais políticos. 
 
É claro que os protestos devem voltar no período da Copa do Mundo, complicando a situação do Executivo, mas como o Espírito Santo passa por um momento de reconstrução devido às chuvas do final do ano, Casagrande pode sair pela tangente. 
 
Mas os deputados estaduais e federais vão ter de buscar formas diferentes de conquistar o eleitorado. Os cientistas políticos apostam em um alto índice de votos brancos e nulos. Mas esse não será o único problema. A projeção é de que metade dos atuais mandatários não tome posse em fevereiro de 2015. 
 
A atuação da bancada federal tímida neste mandato, sem conseguir articulação necessária para manter ou pelo menos obstacular a perda de recursos federais, pode custar caro para a maioria dos deputados. Alia-se a isso fatores externos, como nomes novos, coligações pesadas e influência do resultado da eleição 2012. 
 
Na Assembleia Legislativa a situação é ainda pior. A grande maioria vai disputar a reeleição e enfrentará um processo de acomodação que não vai caber todo mundo. Muitos ex-prefeitos, vereadores, lideranças do interior e da Grande Vitória vão congestionar a disputa e o desgaste natural dos atuais deputados vai contribuir para a perda de espaço político. 
 
As bancadas enormes do PMDB, PT, PDT podem sair prejudicadas se não encontrarem alianças mais leves. É quase certo que mais da metade dos atuais sete deputados do PMDB não vai voltar. No PT os deputados estão com dificuldades em suas bases. No PDT falta saber para onde o partido vai na majoritária para se fazer um prognóstico sobre pernas proporcionais. 
 
A crise de representatividade que assola a Assembleia vai complicar muito a vida dos deputados. Depois de oito anos (2003 – 2010) de uma subserviência absurda no governo Paulo Hartung , os deputado hoje são completamente dependentes do Palácio Anchieta. E aí reside a dúvida: vai o governador Renato Casagrande adotar tanta gente?
 
Fragmentos: 
 
1 – Mais uma vez a senadora Ana Rita ganha notoriedade na imprensa nacional com a visita da Comissão de Direitos ao Presídio de Pedrinhas, no Maranhão. A senadora está na mídia nacional, mas no Espírito Santo segue a operação esconde-esconde Ana Rita. 
 
2 – Para alguns observadores, o “problema” é que em vez de fazer política, Ana Rita foi para o senado e cumpriu seu papel parlamentar. Há quem diga que ela escolheu “bandeiras ruins”, o que significa não atraem votos. 
 
3 – Quem também vem fazendo discurso sobre o tema é Magno Malta (PR), lembrando da situação não tão distante dos presídios capixabas. Já Ricardo Ferraço (PMDB) volta nesta terça-feira (14) de uma viagem a Cingapura para conhecer os portos daquele país. 

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