Na última sexta-feira (3), o governador Paulo Hartung (PMDB), em entrevista ao jornal A Gazeta, adotou uma postura de cautela em relação ao governo federal, afirmando que não era um “otimista babaca, nem um pessimista doentio”, em menção ao governo da presidente Dilma Rousseff. O mesmo tom ameno foi usado na tal carta dos governadores do Sudeste, no encontro em que Hartung participou na semana passada.
Essa postura do governador sugeriu aos meios políticos que Hartung estaria disposto a calçar ele a “sandália da humildade”, que mandou Dilma calçar em 2010, e buscar o apoio do governo federal em uma postura menos arrogante da que o governo do Espírito Santo tem adotado na última década.
Nessa terça-feira (07), porém, o discurso foi diferente. Hartung ministrou palestra durante a solenidade de abertura da 29ª edição da Super Feira Acaps Panshow. Na oportunidade, Hartung defendeu a organização das contas públicas do governo federal na busca de manutenção de empregos e geração de novos postos de trabalho.
Em certo trecho da palestra, Hartung afirma: “tem ficado evidente que muitas vezes os desacertos foram cobertos por uma contabilidade criativa. Mas se as chamadas pedaladas fiscais puderam até mascarar momentaneamente alguns atropelos nas contas públicas, o que elas fizeram mesmo foi minar a credibilidade do governo central, interna e externamente”, disse.
A impressão é de que o governador tem um discurso para cada público. Falando a empresários, ele ataca do governo Dilma; falando à população, não ataca nem defende, já que não quer testar a reação do eleitorado. Para o governo federal, a fala é de conciliação. A ideia é não desagradar ninguém em um momento delicado de seu governo.
Hartung precisa do governo federal, precisa do empresariado e precisa de apoio popular. Por isso, precisa escolher muito bem o que vai falar e para quem vai falar.
Fragmentos:
1 – Como sempre o PRP tem objetivos audaciosos para 2016 e pretende mostrá-los no programa do partido, que vai ao ar na noite desta quinta-feira (9). A ideia nas eleições municipais é eleger de 40 a 50 vereadores, de 10 a 15 vices prefeitos e de seis a oito prefeitos.
2 – E para isso o partido continua com a mesma estratégia de buscar quadros de popularidade. É o caso da cantora gospel Geane Garcia, que vai disputar uma vaga de vereadora em Cariacica no próximo ano. Será que surge uma nova Lauriete?
3 – Discutir parlamentarismo com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mandando e desmandando na Câmara dos Deputados é tiro no pé. Abre o olho, bancada capixaba!

