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Bateu, levou

O ex-governador Renato Casagrande está disposto a não deixar mesmo de lado a briga com o governador Paulo Hartung (PMDB). Todos os ataques do peemedebista, o ex-governador rebate e está ligado em tudo o que acontece no Estado. Com o objetivo de defender seu legado do governo, ele está rebatendo as acusações do atual governador de que deixara só problemas. 
 
E Casagrande sobe o som. A declaração nessa quarta-feira (4) deixou bem claro isso: “Se mentir durante a campanha eleitoral é falta de ética, mentir na administração pública é um crime contra os cidadãos”, disse o socialista. Mas essa defesa de Casagrande é mais do que a defesa do governo, é a defesa de sua carreira política. 
 
O ex-governador precisa defender sua imagem. Disso depende sua sobrevivência política. Mas não é só isso. Casagrande precisa se manter presente também nas articulações políticas, buscar espaço na classe política, e tentar criar condições de enfrentar Hartung nas próximas eleições. 
 
Na Assembleia, esquece. Ficou bem claro que a Casa está novamente de joelhos diante do Palácio Anchieta e não vai fazer a defesa do governo de Casagrande e, consequentemente, de sua imagem. O que resta é ir pra cima, de preferência, disputando a eleição contra os aliados de Hartung. 
 
Mas é preciso saber escolher seus parceiros. Com o partido em reformulação e as lideranças políticas aderindo ao grupo de Hartung, Casagrande tem de encontrar aliados para sustentar seu grupo político. 
 
E se Casagrande não pretende deixar a briga de lado, Hartung também não vai parar de tentar desidratar seu principal adversário. A sobrevivência política de Casagrande é uma pedra no sapato de Hartung. Para quem  governou oito anos sem que ninguém tivesse condições políticas de questionar seu governo, não é confortável ter uma liderança que ele não consegue controlar. 
 
Outros nomes que se desalinhavam do grupo de Hartung no passado foram atropeladas no processo, mas com Casagrande não parece que será assim. Como disse o próprio Casagrande, Hartung vai ter de conviver com ele. 
 
Fragmentos:
 
1 – O lobby das empresas poluidoras venceu e a discussão sobre o Pó Preto aos poucos vai mudando de direção e daqui a pouco a mídia corporativa esquece isso. 
 
2 – Os crimes bárbaros ocorridos nos últimos dias deixam dúvidas na população sobre quem é bandido e quem é mocinho no Estado. Daí para o pânico na população é um pulo.
 
3 – O governo do Estado tem de se pronunciar sobre o que está acontecendo. São crimes que fogem à já insuportável situação da segurança pública, são crimes que estão se banalizando, mas continuam chocando a população.

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