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Bicho-papão

Desde quando disputou a eleição de 2014, o governador Paulo Hartung (PMDB) alimentou um discurso de que seria necessário uma política de ajuste fiscal para que o Estado se recuperasse de um suposto rombo que o governo anterior teria deixado nas contas do Estado. Começou a repetir esse discurso para ter um subterfúgio para fazer cortes bruscos nos recursos do Estado. 
 
Mas a construção da narrativa de Hartung necessitava de uma muleta, um objeto de comparação que garantisse a credibilidade das ações adotadas por sua equipe, para mostrar como o Estado seria “reconstruído”. Aí surgiu o Rio de Janeiro, como o lugar de todo desmazelo. A crise política e financeira do Estado vizinho vem sendo usado como um sinal de alerta, um exemplo do que pode acontecer se os caminhos indicados pelo governador do Estado não forem seguidos. 
 
Quando abre a mão para a prefeitada de cofres lisos ou para qualquer outro gasto, usa o Rio de Janeiro como exemplo negativo. Tudo o que um gestor equilibrado e responsável como ele não faria. Consegue a “façanha” de pagar os servidores em dia, o que deveria ser obrigação, passa a ganhar destaque quando comparado à penúria do Rio de Janeiro, que não tem conseguido honrar com a folha do funcionalismo. 
 
Quando há alguma cobrança dos demais setores do Estado, a justificativa para a negativa é sempre o estado vizinho. “Não podemos correr o risco de nos tornar um Rio de Janeiro”, adverte o governador. Mas será que essa política de austeridade é tão frágil, que qualquer concessão pode jogar o Estado no mesmo patamar do Rio? Mas Hartung não fez o dever de casa? Não cortou na própria carne? O Estado não está em uma situação muito cômoda devido à sua excelência em gestão? Até quando o Rio vai servir de muleta para Hartung? 

 

À Revista Época, em entrevista recente, ele afirmou que o exemplo do Rio tem sido pedagógico para a população do Espírito Santo entender e assimilar a sua política de ajuste fiscal. Na verdade se tornou um alerta, igual aqueles que a mãe da gente usava para nos convencer de alguma coisa, como, se você não comer, vou chamar o bicho-papão para te pegar. O Rio de Janeiro se tornou o bicho-papão de Paulo Hartung para classe política e para a população capixaba. 
 
Fragmentos:
 
1 – A partir desta terça-feira (26) e até 48 horas depois do encerramento da eleição, nenhum eleitor do município de Fundão poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.
 
2 – Aliás, a campanha eleitoral no município de Fundão entra na reta final. A eleição será no próximo domingo (1) e o clima de rivalidade entre os dois candidatos Pretinho Nunes (PDT) e João Manoel (DEM) está alto e dividindo a cidade.
 
3 – Uma série de processos de prestação de contas está prescrevendo no Tribunal de Contas do Estado (TCES). Nessa segunda-feira (25), foi publicada a prescrição de um processo relativo ao exercício de 2005 da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

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